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O texto do acordo ainda não foi divulgado publicamente. Autoridades disseram que a assinatura está prevista para a próxima semana, durante a Assembleia Geral da ONU, e que o pacto deverá passar pelos procedimentos parlamentares necessários para entrar em vigor.
Um funcionário não identificado do Departamento de Estado dos EUA descreveu provisões do acordo à BBC, sem fornecer o texto. Entre os pontos citados estão:
Também não está claro, segundo a BBC, como o novo texto difere do acordo de 1951 entre EUA e Dinamarca, que já permitia o envio de tropas americanas à Groenlândia.
O President Trump escreveu no Truth Social que o acordo não teria "nenhum custo para os Estados Unidos" e que permitiria aos EUA "fazer o que for necessário" para "assegurar e defender a segurança da Groenlândia"; ele também afirmou que o pacto incluiria uma regra para impedir que adversários mantenham presença militar ou façam "investimentos sensíveis" sem aprovação escrita dos EUA, segundo a BBC.
A NATO saudou o acordo, dizendo que ele ajudaria a “avançar a segurança, a estabilidade e a cooperação” na região, conforme informou a reportagem.
A primeira‑ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, declarou estar "satisfeita por haver a perspectiva de um bom acordo" para as três partes e, em comunicado conjunto com o primeiro‑ministro da Groenlândia, Jens‑Frederik Nielsen, afirmou que o pacto "fortalece nossa segurança comum no Ártico e na área do Atlantic Norte", ao mesmo tempo em que reconhece "a soberania e a integridade territorial do Reino e o direito do povo groenlandês à autodeterminação", segundo a BBC.
O President francês Emmanuel Macron afirmou que o acordo ajuda "a reafirmar a soberania dinamarquesa" sobre a ilha, conforme citou a agência AFP e foi reportado pela BBC.
No contexto doméstico da Groenlândia, houve protestos contra as ambições de Trump ainda no começo do ano, e figuras políticas groenlandesas manifestaram cautela: a deputada Naaja Nathanielsen escreveu que a notícia era desejada, mas ressaltou ser “absolutamente crucial” que qualquer acordo preserve o direito à autodeterminação; a ex‑política Aaja Chemnitz disse que é cética até a finalização do pacto, segundo a BBC.
A visita do vice‑President dos EUA, JD Vance, a uma base americana na Groenlândia também foi mencionada pela reportagem como um episódio visto por Copenhague e Nuuk como provocação durante as demandas de Trump.
Segundo a BBC, o acordo deve ser assinado na Assembleia Geral da ONU na próxima semana, mas ainda precisa passar pelos trâmites parlamentares necessários para entrar em vigor. A BBC informou ter contatado a Embaixada da Dinamarca nos EUA e a Casa Branca em busca do texto, que até o momento não foi publicado.
Perguntas importantes permanecem sem resposta pública: como o novo acordo se diferencia, na prática, do arranjo de 1951; quais serão os limites precisos para investimentos considerados sensíveis; e de que forma serão aplicadas as cláusulas sobre independência futura da Groenlândia — todas questões apontadas na cobertura da BBC como ainda não esclarecidas pelo documento oficial.