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Violência política atinge nível recorde na década e Ameaças a democracia brasileira, aponta estudo

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O Brasil registrou o período pré-eleitoral mais violento da última década, com 354 casos de violência política documentados entre outubro de 2024 e agosto de 2026.

O levantamento, divulgado pela Agência Brasil e realizado pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global, aponta uma média de um caso de violência a cada 44 horas. O cenário é considerado uma Ameaças direta à sustentabilidade do regime democrático e à integridade dos agentes públicos.

Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, o estudo é a quarta edição de uma série que monitora esse tipo de agressão no país.

O impacto desproporcional sobre as mulheres na política

As mulheres foram as principais vítimas, representando 50,6% de todos os episódios registrados. Enquanto a violência física, como agressões e assassinatos, recai majoritariamente sobre homens, as mulheres são o alvo principal da violência simbólica, que inclui ameaças e ofensas.

Dados da pesquisa indicam que 100% dos casos de ameaças de violência sexual ou comentários sobre o corpo e a aparência tiveram mulheres como vítimas. A coordenadora da ONG Terra de Direitos, Gisele Barbieri, ressalta que o sistema democrático tem falhado em garantir o acesso e a permanência segura das mulheres nos espaços de decisão.

Violência racial e ataques a minorias

O recorte racial revela vulnerabilidades acentuadas, com uma em cada três mulheres vítimas sendo negra. Entre os homens, a proporção é de um em cada nove. O levantamento identificou ainda episódios graves envolvendo grupos neonazistas e supremacistas, que elegeram mulheres negras como alvos de ameaças específicas em diferentes Estado brasileiros.

Além disso, 11 mulheres trans ou travestis foram vítimas de episódios de violência política. A pesquisadora Franciele Petry pontua que a reprodução desses atos impede a ocupação dos espaços de representação por grupos diversos, o que compromete a ideia de uma democracia plena no Brasil.

A fragilidade na esfera municipal e a impunidade

Os municípios concentram ao menos 63% dos casos de violência política, sendo vereadores e prefeitos as maiores vítimas da série histórica.

A impunidade é outro ponto crítico apontado pela pesquisa. Embora ao menos 300 episódios tenham sido denunciados formalmente, apenas 2,5% resultaram em punição efetiva dos autores. Em cerca de 18% dos casos, o agressor também ocupava um cargo público

Perguntas frequentes sobre a violência política

Qual foi a frequência da violência política no último período pré-eleitoral?
O estudo aponta que houve um total de 354 casos entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026, o que equivale a um episódio de violência a cada 44 horas.

Quem são as principais vítimas da violência política no Brasil?
As mulheres são as maiores vítimas, representando 50,6% dos casos. Além delas, vereadores e prefeitos concentram ao menos 63% das ocorrências, sendo o grupo mais afetado na política municipal.

Qual é a diferença entre a violência sofrida por homens e mulheres?
Homens são alvos de 77,2% da violência física, enquanto as mulheres sofrem 58,3% da violência simbólica e a totalidade das ameaças de cunho sexual ou comentários sobre a aparência.

Qual a taxa de punição para os casos de violência política?
Apesar de 84,5% dos casos terem sido denunciados, apenas 13% possuem apuração em curso e somente 2,5% resultaram em punição efetiva dos autores, conforme dados das entidades.

A violência política afeta grupos específicos de forma desigual?
Sim, o levantamento mostra um impacto desproporcional sobre mulheres negras, indígenas e pessoas LGBTQIAP+, evidenciando que a violência atua como uma barreira para a representatividade desses grupos na política.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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