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Christa Pike já anda no hospital após tentativa de execução fracassada em Tennessee, diz advogado

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Advogado informou à BBC que Pike, que sobreviveu a duas injeções letais em 30 de setembro, já se levanta no quarto; juiz ordenou preservação de provas

Christa Pike, condenada à morte no Tennessee, está “em pé e andando” no hospital após sobreviver a duas injeções letais aplicadas em 30 de setembro, afirmou o advogado Stephen Ferrell à BBC.

Ferrell disse não ter falado diretamente com Pike, mas recebeu informações de sua equipe médica indicando que ela se movimentou pelo quarto do hospital pela primeira vez desde o procedimento. Ele acrescentou que, embora esteja mais alerta, a presa continua mentalmente “nível de confusão” e sofre efeitos do pentobarbital injetado.

Estado de saúde

Segundo Ferrell, Pike, 50 anos, esteve inicialmente inconsciente e em condição crítica depois que ficou claro que não morreria com as duas doses administradas. A equipe informou que ela tem ferimentos nos braços que limitam o uso, e que perde facilmente o raciocínio e o rumo enquanto se movimenta pelo quarto.

Os advogados afirmaram anteriormente que Pike tem uma condição que tornaria o método por injeção letal mais difícil; Ferrell e colegas se opõem a uma nova tentativa usando a mesma técnica e pedem que o governador Bill Lee reconsidere a pena, reduzindo-a para prisão perpétua sem liberdade condicional.

Preservação de provas e trâmites legais

Uma juíza ordenou que o estado do Tennessee preserve todos os elementos presentes na sala da execução, incluindo linhas intravenosas, seringas, resíduos, embalagens, inserts e rótulos, além de documentação sobre o estado psicológico de Pike antes, durante e depois da tentativa de execução. A ordem foi proferida pela juíza I’Ashea Myles, segundo a BBC.

Ferrell afirmou que a preservação das provas pode servir de base para uma eventual ação judicial contra o estado. Durante uma audiência, o procurador-geral do estado disse não saber se o estado pretende remarcar a execução.

Contexto do caso e reações

Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer em 1995, crime cometido quando Pike tinha 18 anos e seu então namorado, Tadaryl Shipp, 17. Slemmer tinha 19 anos. Shipp foi poupado da pena de morte por não ser considerado legalmente adulto à época e permanece preso, conforme a BBC.

Algumas vozes favoráveis à pena capital sugeriram o uso de métodos diferentes: a senadora e candidata ao Governor Marsha Blackburn disse, segundo a BBC, "Bring back the electric chair".

O que se sabe e o que permanece incerto

Está confirmado, pelas informações trazidas à BBC, que Pike sobreviveu à tentativa de execução em 30 de setembro, foi levada a um hospital e já se movimenta no quarto, embora apresente confusão mental e lesões nos braços. Permanecem incertos o grau de recuperação a longo prazo, se haverá novos procedimentos de execução e desdobramentos legais definitivos.

As informações desta matéria são baseadas em entrevista e reportagem da BBC publicadas em 8 de outubro de 2026.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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