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A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito sobre o acidente entre um micro-ônibus da prefeitura de Imbituva e um caminhão que deixou 23 mortos na madrugada de 19 de agosto na BR-373, no km 209, entre Imbituva e Ipiranga, nos Campos Gerais.
Segundo a delegada Ingrid Priotto, perícias e dados técnicos indicam que ambos os veículos estavam acima do limite de velocidade do trecho (60 km/h): o caminhão trafegava a 80 km/h e o micro-ônibus a 101 km/h. A polícia atribuiu a culpa do acidente aos dois motoristas, que morreram na colisão.
O choque frontal ocorreu por volta das 3h30 em um trecho de pista simples da BR-373. A Polícia Rodoviária Federal informou que uma carreta que seguia sem carga invadiu a pista contrária e bateu de frente com o micro-ônibus, que transportava moradores de Imbituva para atendimentos médicos na região metropolitana de Curitiba.
Das 28 pessoas envolvidas no acidente, 23 morreram e cinco sobreviveram. No micro-ônibus, que levava 27 ocupantes, 22 pessoas morreram e cinco sobreviveram — um menino de 6 anos, uma mulher de 26 anos e três homens, de 22, 49 e 50 anos. O motorista do caminhão, natural de Castro (PR), também morreu.
Além do excesso de velocidade em ambos os veículos, a investigação apontou problemas na manutenção do caminhão, com desgaste nos freios que reduziria a eficiência da frenagem. Perícias de telemetria registraram a velocidade dos veículos pouco antes do impacto.
A delegada informou ainda que o motorista do caminhão chegou a se conectar ao WhatsApp cerca de 17 minutos antes da colisão, e considerou plausível que o condutor estivesse distraído pelo uso do celular no momento em que invadiu a contramão.
Sobre a dinâmica do acidente, a delegada resumiu que a colisão frontal foi provocada “por uma combinação de fatores envolvendo os dois veículos”.
Como ambos os motoristas que poderiam ser responsabilizados criminalmente faleceram no acidente, a Polícia Civil informou que não haverá responsabilização penal direta. A delegada destacou, porém, que o acervo de provas periciais e as conclusões do inquérito poderão subsidiar eventuais ações na esfera cível e pedidos de indenização por parte das famílias das vítimas.
As informações constam do relatório e de entrevistas divulgadas pela Polícia Civil do Paraná e por reportagens sobre o caso.