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MPRJ denuncia mais oito policiais militares por envolvimento em crimes durante a Operação Contenção no Rio de Janeiro

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A Auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro recebeu três novas denúncias contra oito policiais militares que atuaram na Operação Contenção.

A ação, que ocorreu em 28 de outubro de 2025 nos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense, é classificada como a operação policial mais letal da história do Brasil, registrando 122 mortes no total.

As acusações foram formalizadas pelo Grupo de Atuação Especializada (Gaesp) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que apura uma série de ilegalidades cometidas durante o confronto que visava conter o avanço do Comando Vermelho.

Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, os agentes respondem agora por crimes de invasão de domicílio, furto e recusa de obediência militar, ampliando o alcance das investigações sobre a conduta das forças de segurança.

Investigações independentes e rigor técnico

Após a operação, o MPRJ instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) autônomo. O trabalho incluiu o monitoramento em tempo real pelo plantão de operações e a aplicação estrita dos protocolos da ADPF das Favelas.

A equipe de investigação focou no eixo técnico-científico, produzindo laudos detalhados sobre as vítimas e realizando uma análise minuciosa de mais de 3.600 horas de gravações captadas pelas câmeras corporais dos policiais militares envolvidos.

Histórico de denúncias contra a tropa

Até o momento, o Ministério Público já apresentou seis denúncias contra 17 policiais militares por diversas irregularidades. Entre as condutas citadas estão a apropriação de armamento e o furto de peças de veículos.

Além disso, as denúncias apontam para casos de constrangimento de moradores, subtração de bens e tentativas deliberadas de obstrução ou desligamento dos equipamentos de gravação individual durante a Operação Contenção.

Contexto da operação mais letal do país

A operação teve como objetivo oficial o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de organizações criminosas. Durante o confronto, 23 pessoas foram presas e cinco policiais perderam a vida.

O trabalho do Gaesp continua, mantendo o contato direto com familiares das vítimas e o acompanhamento processual junto à Auditoria da Justiça Militar, visando a completa apuração dos abusos ocorridos na zona norte carioca.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quantos policiais foram denunciados nesta nova etapa? O MPRJ denunciou mais oito policiais militares, totalizando 17 agentes acusados de ilegalidades até o momento.

Quais são os crimes imputados aos agentes? As denúncias incluem invasão de domicílio, furto, recusa de obediência militar, apropriação de armamento e obstrução de câmeras corporais.

Qual foi o saldo de mortes da Operação Contenção? A ação resultou na morte de 122 pessoas, incluindo cinco policiais civis e militares, sendo considerada a mais letal do Brasil.

Como o MPRJ obteve provas contra os policiais? A investigação utilizou laudos técnico-científicos e a análise de mais de 3.600 horas de gravações das câmeras corporais dos agentes.

Qual era o objetivo principal da operação? A operação buscava conter o avanço da organização criminosa Comando Vermelho, cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão nos Complexos da Penha e do Alemão.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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