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Eleições em Israel: cerca de 7 milhões vão às urnas em pleito que pode encerrar a era de Benjamin Netanyahu no poder após 19 anos

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O futuro de Israel é decidido em uma votação crucial que coloca em xeque a permanência do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu após quase duas décadas de governo

Cerca de 7 milhões de israelenses comparecem às urnas nesta terça-feira (27) para participar de um pleito histórico. Esta é a primeira eleição realizada no país desde o início do ataque do Hamas, ocorrido em 7 de outubro de 2023, um evento que mudou profundamente a dinâmica política e social de Israel.

A disputa está concentrada em três nomes principais, todos considerados membros da ala linha-dura no espectro político. O atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, busca manter seu posto, enquanto enfrenta o desafio de dois representantes da oposição que também defendem posturas rígidas em temas militares e de segurança nacional.

Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a votação ocorre em cédulas de papel, o que significa que o resultado oficial deve ser conhecido apenas no final desta quarta-feira (28).

Os principais candidatos e a disputa pelo cargo

Além de Netanyahu, que lidera o partido Likud e soma 19 anos no poder, a corrida eleitoral conta com o ex-general Gadi Eisenkot, do partido Yashar. Eisenkot, que Íntegro o gabinete de guerra, rompeu com o governo atual após críticas sobre a condução da operação em Gaza e o resgate de reféns.

Outra força relevante é a coalizão liderada por Naftali Bennett, do partido Juntos. Bennett, que já ocupou o cargo de primeiro-ministro entre 2021 e 2022, possui um perfil religioso e mantém uma base de apoio significativa em meio ao cenário de polarização que vive o país.

Posicionamento sobre segurança e o conflito Palestina

Especialistas explicam que, embora existam divergências, os três favoritos compartilham uma visão semelhante sobre a segurança. A professora Karina Stange Calandrin, do Ibmec, define os candidatos como falcões, termo usado para descrever líderes que priorizam a força e o endurecimento contra inimigos em vez de diplomacia.

Um ponto de consenso entre os favoritos é a rejeição à criação de um Estado Palestina. Segundo Calandrin, o apoio a essa pauta diminuiu drasticamente na sociedade Israelenses após os eventos de outubro de 2023, tornando-a uma bandeira pouco atrativa para os eleitores que buscam votos nesta eleição.

Diferenças na visão sobre democracia e assentamentos

Apesar da semelhança na área militar, o professor Michel Gherman, da UFRJ, aponta que Netanyahu se diferencia pela sua proposta de reforma que visa reduzir a autonomia do Judiciário. Para o acadêmico, o primeiro-ministro representa um projeto de extrema-direita com traços autoritários.

Outro ponto de divergência entre os candidatos é a expansão dos assentamentos na Cisjordânia. Enquanto o governo atual é acusado de permitir o crescimento dessas áreas, especialistas avaliam que a oposição pode adotar uma postura de maior contenção, visando reduzir a violência nos territórios ocupados.

O desafio da formação de coalizão no parlamento

Como Israel adota o sistema parlamentarista, o vencedor precisa garantir o apoio de uma maioria no Knesset, que possui 120 cadeiras. O cenário atual é complexo, já que os candidatos declararam resistência a alianças com partidos árabes, o que torna a formação de um governo estável um grande desafio político.


Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quando o resultado da eleição será divulgado?
Como a votação é feita em cédulas de papel, a expectativa é que o resultado oficial seja conhecido apenas no final da quarta-feira (28).

2. Quem são os principais candidatos ao governo?
Os favoritos são o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ex-general Gadi Eisenkot e o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett.

3. Existe apoio dos candidatos à criação de um Estado Palestina?Não. Segundo as fontes consultadas, os três principais candidatos rejeitam a criação de um Estado Palestina no momento atual.

4. Por que a formação do governo pode ser difícil?
O sistema parlamentarista exige maioria no Knesset, e os candidatos têm demonstrado resistência em realizar alianças com partidos árabes, dificultando a formação de uma coalizão.

5. Qual a diferença entre Netanyahu e a oposição?
Embora todos sejam considerados de direita, Netanyahu é criticado por projetos que visam reduzir a autonomia do Judiciário, enquanto adversários como Eisenkot buscam uma postura mais voltada para acordos regionais com países árabes.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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