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Argélia aprova pena de morte para incendiários de florestas e campos após incêndios mortais

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Assembleia nacional aprovou lei que também torna sequestro de crianças com tortura ou abuso sexual crime capital; Conselho da Nação fará revisão

O que muda na legislação

A proposta também estende a pena de morte a casos de sequestro de crianças que envolvam tortura, abuso sexual ou mutilação.

A BBC lembra que a pena de morte já constava no código penal argelino para alguns crimes, mas que não há registros de execuções desde 1993.

Motivação e contexto

O ministro da Justice, Lotfi Boudjemaa, disse ao parlamento que "a adoção da pena de morte para esses atos é a resposta legal apropriada para conter esses crimes" e afirmou que o incêndio criminoso teria alcançado "o nível de crime organizado", com investigações sugerindo ligações a "partes estrangeiras" (tradução das declarações divulgadas pela BBC).

Mortes e incertezas sobre o balanço

As autoridades divulgaram um balanço oficial de 12 mortos nas chamas, mas veículos independentes e levantamento do jornalismo Investigative apontam números bem superiores. A jornalista Nozha Khelalef compilou nomes de vítimas a partir de avisos de óbito e informações de algumas autoridades locais e chegou a uma contagem de 200 mortos, divulgada no site independente Twala, segundo a BBC.

A reportagem também observa que as mudanças climáticas têm agravado a intensidade e a severidade dos incêndios florestais no país.

Próximos passos

Após a aprovação na Assembleia Nacional, o texto será examinado pelo Conselho da Nação, casa legislativa superior, antes de ser oficialmente ratificado pelo President, conforme informou a BBC.

Fonte: BBC, reportagem de Doug Faulkner, publicada em 1º de outubro de 2026.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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