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Edson Vasconcelos, 50 anos, empresário natural de Cascavel, concorre ao cargo de vice-governador na chapa encabeçada por Sérgio Moro (PL), afirmou em entrevista ao Estúdio CGN nesta quinta-feira (1º), segundo a CGN.
Na conversa, Vasconcelos apresentou a industrialização de Cascavel e do Oeste como eixo central de sua atuação, atribuindo ao Estado um papel de planejamento regionalizado e de redução de barreiras para atrair indústrias de maior valor agregado.
Vasconcelos disse reconhecer a força do agronegócio e das cooperativas na região, mas defendeu a necessidade de diversificar a economia com setores como biotecnologia e indústria farmacêutica. “Nós precisamos deixar as regiões do interior atrativas”, afirmou, segundo a CGN.
Para o candidato, o Estado deve adotar um plano de desenvolvimento econômico que desburocratize, digitalize e desregulamente processos, além de identificar obstáculos locais como energia, logística e conectividade.
Entre os gargalos apontados por Vasconcelos estão a capacidade de escoamento da produção e as condições da malha viária. Ele colocou a Ferroeste e a BR-277 no centro do discurso e afirmou que é preciso priorizar a capacidade de transporte do que já existe na região.
Como exemplo, citou: “Não adianta a gente estar falando que quer ter uma ferrovia que ligue Maracaju a Paranaguá se nós não estamos conseguindo levar a carga de Cascavel”, segundo a entrevista ao Estúdio CGN.
Vasconcelos atribuiu parte da saída de consumidores e empresas para o Paraguai a diferenças tributárias e regulatórias, propondo observar experiências do país vizinho para identificar mecanismos que tornem o ambiente mais competitivo no Paraná. “Nós temos que gerar um ambiente aqui desregulado, favorável e com mais aptidão a receber o empreendedor aqui do que lá”, afirmou.
Sobre energia, o candidato avaliou que a capacidade energética será decisiva nos próximos anos: “A energia será o maior diferencial competitivo nos próximos 15 a 20 anos”, declarou à CGN.
Questionado sobre o IPVA, Vasconcelos afirmou que uma eventual gestão da chapa não pretende aumentar o imposto: “De maneira nenhuma, nosso governo nunca vai buscar aumentar IPVA ou qualquer outro tipo de imposto”, disse, segundo a CGN.
Natural de Cascavel, ele destacou o significado político da candidatura para o Oeste: “É um orgulho estar aqui como cascavelense, como representante do Oeste, numa chapa majoritária, com possibilidades plenas para a gente estar no Palácio Iguaçu”, declarou durante a entrevista.