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De acordo com a BBC, um trem operado pela estatal Renfe abalroou pela traseira um trem que estava parado e era operado pela companhia privada Iryo. A colisão fez com que alguns vagões caíssem por um barranco e levou à suspensão de todo o tráfego na linha; a Renfe informou que os serviços entre Madri, Ciudad Real e Andalusia foram interrompidos.
Segundo a BBC, o ministro dos Transportes Óscar Puente afirmou que uma falha informática por volta das 08:30 levou à parada inicial de seis trens. Ainda conforme a BBC, o centro de controlo assumiu o comando e decidiu autorizar o retorno do tráfego sem impor restrições de velocidade, medida que Puente qualificou como tomada “por circunstâncias inexplicáveis”.
A reportagem relata gravações de áudio obtidas pela imprensa espanhola entre controladores da infraestrutura ferroviária (Adif) em Madri e os condutores, que indicam que um trem de alta velocidade recebeu autorização para seguir às 08:36 mesmo havendo outro parado cerca de 25 km à frente. Em uma gravação, o operador de controle instrui o condutor do trem da Renfe: “Desconectar e reconectar o LZB. Continue sua viagem e depois prossiga sob [Lateral Signalling Block], em velocidade normal com operação normal.” O condutor responde: “Em velocidade normal?” E o operador: “Sim.”
Em outra gravação, o condutor do trem da Iryo diz que o trem “está parado em frente ao sinal de entrada em Urda”; posteriormente relata que o trem “não me permite controlar o sistema [de segurança]. Por isso ainda estou parado em frente ao sinal de entrada”. Essas trocas sugerem que o centro de controle foi informado da presença do trem parado antes da colisão, segundo a BBC.
Segundo a BBC, mais de 540 pessoas estavam a bordo dos dois trens. Autoridades regionais informaram que o trem da Iryo transportava 146 passageiros e um bebê, enquanto o trem da Renfe tinha 397 pessoas a bordo.
A BBC também relata que pelo menos 80 pessoas receberam atendimento médico: cerca de 50 em condição grave e 15 em condição crítica. Ao menos 68 pessoas foram confirmadas mortas até o momento da publicação.
Um grande aparato de emergência atuou no local, com bombeiros e helicópteros. A Guarda Civil estabeleceu postos em Madri, Toledo, Sevilha e Córdoba para atender familiares e coordenar a identificação das vítimas.
A notícia é baseada em reportagem da BBC publicada em 29 de outubro de 2026 e resume as informações e declarações citadas pela BBC até o momento da apuração.