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Por enquanto, a temporada de furacões no Atlantic não registrou a formação de nenhum furacão em setembro — normalmente o mês mais ativo — e, com dois meses restantes, aumenta a chance de que nenhum furacão se forme até o fim da temporada em 30 de novembro. A análise é baseada em relatório publicado pela BBC e em avaliações de centros meteorológicos citadas pela reportagem de Simon King.
Segundo a BBC, a causa mais citada para a fraqueza da temporada é um El Niño muito forte. O aquecimento do Pacific tropical altera padrões de vento que, sobre o Atlantic, aumentam os ventos em altitude e, por consequência, o cisalhamento vertical — condição que desfavorece o desenvolvimento de tempestades tropicais e furacões. Ao mesmo tempo, o Pacific Leste tende a ficar mais ativo durante El Niño.
A reportagem registra que, apesar da ausência de furacões em setembro, foram formadas quatro tempestades tropicais nomeadas nesse mês — Edouard, Fay, Gonzalo e Hanna — e que todas, exceto Edouard, permaneceram em alto mar. Se a temporada terminar sem nenhum furacão, seria a única desde o início da era dos satélites sem registro de formação de furacões, segundo a BBC. O último ano sem registro de furacões na base histórica seria 1914, mas esse dado é de antes da observação por satélite e, portanto, incerto.
Em maio, o National Hurricane Center (NHC) dos EUA previu — em razão de um forte El Niño — entre oito e 14 tempestades nomeadas para a temporada, com três a seis delas podendo virar furacões e uma a três se tornando furacões maiores, segundo BBC. O NHC também indicou que não há sinal de atividade tropical ou furacões na janela de previsão de ao menos uma semana citada pela reportagem. Previsores da Colorado State University afirmam que o forte El Niño provavelmente irá perturbar padrões de vento no Atlantic e "provavelmente resultar em atividade abaixo do normal" nas próximas duas semanas, segundo a BBC.
Fonte: BBC, reportagem de Simon King.