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Assim que as seções eleitorais encerram a votação às 17h, cada urna eletrônica emite um documento fundamental para a transparência do pleito: o Boletim de Urna. Este relatório impresso apresenta o número total de votos registrados, a votação individual de cada candidato e a soma de votos brancos e nulos.
Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o documento é impresso em cinco vias. Os funcionários dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) são responsáveis por afixá-los em locais visíveis e de fácil acesso na porta das seções eleitorais logo após o fechamento.
O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Kovacs, destaca que o boletim é um documento público. A partir desse momento, qualquer cidadão presente no local pode atuar como um fiscal da totalização dos votos, garantindo a conferência dos dados em tempo real.
Cada Boletim de Urna possui um QR Code exclusivo. Por meio dele, o eleitor pode capturar os dados da seção de forma rápida e digital utilizando o aplicativo Boletim na Mão. A funcionalidade também está integrada ao e-Título, o app oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o secretário Michel Kovacs, o eleitor tem a liberdade de capturar o código de quantos boletins desejar. Essa facilidade Tecnologia transforma o celular em uma ferramenta de auditoria, permitindo que o cidadão compare os dados locais com os números divulgados pelo TSE.
Após a captura das informações pelo aplicativo, o eleitor pode acessar o site resultados.tse.jus.br para verificar se os dados coletados na seção coincidem com o sistema central. O processo de totalização dos votos é, na prática, a soma de todos esses boletins emitidos nas urnas.
De acordo com o TRE-RJ, desde 2008, os resultados são publicados com total transparência e nunca foi apontada qualquer divergência entre o que foi impresso nas seções e o que foi contabilizado pelo sistema nacional, reforçando a segurança do processo eleitoral.
A possibilidade de auditar a totalização dos votos de forma independente é um dos pilares de confiança do sistema. Ao permitir que o eleitor atue como fiscal, a Justiça Eleitoral descentraliza a conferência dos resultados e aumenta a participação popular.
Kovacs reforça que essa é uma forma muito simples e eficaz de auditar o trabalho realizado nas urnas. Ao tornar o Boletim de Urna acessível a todos, o sistema eleitoral brasileiro garante que a contagem dos votos seja um processo aberto e verificável por qualquer pessoa.
1. O que é o Boletim de Urna?
É um relatório impresso pela urna eletrônica logo após o fim da votação, contendo o total de votos por candidato, brancos e nulos.
2. Onde posso encontrar o Boletim de Urna?
Ele é fixado em local visível na porta da seção eleitoral pelos funcionários do TRE logo após o encerramento da votação.
3. Como posso conferir os votos de forma digital?
Você pode usar o aplicativo Boletim na Mão ou o e-Título para ler o QR Code presente no boletim impresso.
4. É possível comparar os dados da urna com o site do TSE?
Sim, após capturar o QR Code, você pode conferir se os números batem com as informações oficiais publicadas no portal resultados.tse.jus.br.
5. Quantos boletins um eleitor pode fiscalizar?
O eleitor pode capturar o QR Code de quantos boletins desejar, sem limites, atuando livremente como fiscal da totalização.