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Especialistas debatem no Senado estratégias urgentes para prevenção da automutilação e do suicídio no Brasil

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Especialistas e representantes do governo federal discutem em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos estratégias para a prevenção do suicídio.

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado realizou, nesta quinta-feira (10), uma audiência pública para debater os desafios das políticas públicas voltadas à prevenção da automutilação e do suicídio. O encontro, que integra as ações do Setembro Amarelo, reuniu especialistas, representantes governamentais e da sociedade civil para discutir cuidados essenciais em diferentes esferas da vida.

O debate foi solicitado pela senadora Damares Alves, presidente da comissão, com o intuito de reduzir o estigma social que cerca o tema e incentivar a busca por ajuda profissional.

Dados sobre a vulnerabilidade e saúde mental

Durante a abertura da audiência, Damares Alves apresentou dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontando que mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio anualmente, com uma média de mais de 20 tentativas para cada morte. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a terceira principal causa de morte.

No cenário Brasileira, o Ministério da Saúde registrou 15.507 mortes por suicídio em 2021, sendo 77,8% entre homens. Além disso, houve 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino. A senadora ressaltou que, por existirem padrões distintos de vulnerabilidade, as políticas de prevenção não podem ser uniformes.

O papel da escola no combate ao bullying

Erasto Fortes, do Ministério da Educação, defendeu uma abordagem intersetorial, destacando que a escola deve ser um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo. Ele argumentou que comportamentos como bullying, racismo, discriminação e violência de gênero não podem ser naturalizados no ambiente educacional.

Para o Especialistas, a prevenção exige que as instituições de ensino atuem de forma democrática, evitando que episódios de violação de direitos se tornem fatores agravantes para o sofrimento psíquico de crianças e adolescentes, que já enfrentam altos índices de transtornos mentais.

Ambiente de trabalho e saúde mental

A auditora fiscal do trabalho Lívia dos Santos Ferreira apontou que a instabilidade financeira e a sobrecarga, especialmente entre mulheres, são fatores de risco significativos. Segundo ela, mais de meio milhão de servidores públicos foram afastados em 2025 por diagnósticos como ansiedade, depressão e burnout.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho, reforçou que o empregador tem a obrigação legal de manter um ambiente íntegro e seguro. Ela observou que, como o trabalho ocupa um terço da vida, ele não pode ser causa ou agravante de adoecimento mental.

Rede de apoio e o perigo das apostas

Gabriella de Andrade Boska, do Ministério da Saúde, alertou sobre o impacto das apostas esportivas online, as bets. Estudos indicam que pessoas endividadas por apostas possuem até 15 vezes mais chances de cometer suicídio. O CVV (Centro de Valorização da Vida) também participou, reforçando que oferece atendimento sigiloso e gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais grupos de risco citados na audiência? Os dados mostram vulnerabilidades diferentes, como homens adultos, mulheres jovens e adolescentes, exigindo políticas de prevenção específicas para cada público.

As apostas esportivas influenciam o suicídio? Sim, de acordo com o Ministério da Saúde, estudos apontam que o endividamento causado pelas apostas online aumenta em 15 vezes a chance de suicídio.

O que diz a lei sobre o Setembro Amarelo? A Lei 15.199, de 2025, oficializou a campanha e definiu o 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio e 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação.

Qual a importância do ambiente de trabalho na saúde mental? Segundo especialistas, o ambiente de trabalho deve ser seguro, conforme a CLT e a NR-1, pois a instabilidade, o burnout e a desigualdade salarial são fatores Direitos de adoecimento psicológico.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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