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Fatima Zahra El Mansouri foi nomeada primeira‑ministra do Marrocos, tornando‑se a primeira mulher a ocupar o cargo no país e a segunda no mundo árabe, após a tunisiana Najla Bouden, informou a BBC com material da agência AFP.
A escolha foi feita pelo rei Mohammed VI, que preferiu El Mansouri a outro quadro do mesmo partido, o chefe do futebol Fouzi Lekjaa, segundo a mesma reportagem.
El Mansouri, 50 anos, é advogada de formação. Foi prefeita de Marrakesh por vários anos e ocupou a pasta do planeamento do território, urbanismo, habitação e política urbana no governo anterior chefiado por Aziz Akhannouch, conforme a BBC/AFP.
Em entrevista à revista do PAM em 2021, El Mansouri rejeitou ser rotulada de “mulher de ferro”: “Não sou nem uma mulher de aço nem de ferro… sou uma militante livre”, disse ela, de acordo com a BBC/AFP.
O PAM foi o partido que obteve o maior número de assentos nas eleições parlamentares citadas pela reportagem, com 97 cadeiras em uma Câmara de 395 membros. Isso deixa o partido sem maioria absoluta (198 cadeiras) e obriga‑o a negociar uma coalizão para governar, segundo a BBC/AFP.
A publicação afirma que não está claro com quais partidos o PAM formará aliança. O PAM rompeu com o National Rally of Independents (RNI), que chefiava o governo anterior; o partido islâmico Justice and Development (PJD) voltou a ganhar força, obtendo 54 cadeiras, e seu líder Abdelilah Benkirane declarou que a legenda ficará na oposição e recusou coligar‑se com o PAM.
O texto lembra que, de acordo com a constituição marroquina, o rei nomeia o chefe do governo a partir do partido que obtém a primeira colocação nas eleições, mas mantém grande influência política. A nova primeira‑ministra, agora nomeada, terá de negociar uma coalizão para assegurar apoio parlamentar suficiente para governar.