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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira, 2 de outubro de 2026, que decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) acabaram por interferir no debate público. As declarações foram registradas pela Agência Estados e publicadas pelo CGN.
Na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, a TV Globo cancelou o debate entre presidenciáveis, citando como motivo duas decisões judiciais. Tarcísio criticou a atuação do Judiciário em coletiva após uma caminhada no Centro Histórico de São Paulo, ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Segundo a Agência Estados, a emissora justificou o cancelamento por causa de duas decisões: a ministra Estela Aranha proibiu a exibição do púlpito vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia optado por não participar, e o ministro Gilmar Mendes determinou a inclusão do candidato Renan Santos (Missão). Após as decisões, o senador Flávio Bolsonaro (PL) também desistiu de comparecer de última hora.
Em sua avaliação, Tarcísio disse que “quando as intervenções do Judiciário afetam o debate público, acabam interferindo no debate público” e afirmou que “mais uma vez o Judiciário vai ser descredibilizado por conta do próprio Judiciário”. Ele defendeu que a recuperação da confiança nas instituições depende da “autocontenção” de seus integrantes e do respeito aos limites legais.
O governador recorreu a uma metáfora futebolística para criticar a atuação do Judiciário: “Quando o juiz interfere, quando o juiz para o jogo toda hora, quando o juiz dá muito cartão, a gente tem um problema. E é pior ainda quando o juiz quer interferir no resultado da partida.”
Ao comentar a situação eleitoral, Tarcísio afirmou que, caso seja reeleito no primeiro turno no domingo, 4 de outubro de 2026, pretende atuar em São Paulo e em outros Estados na campanha do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno presidencial. Essas informações constam do relato da Agência Estados publicado pelo CGN.