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Implante dentário: o caminho da tomografia à coroa definitiva

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Perder um dente muda mais coisas do que a aparência do sorriso. A mastigação passa a pesar de um lado só, os dentes vizinhos começam a se inclinar para o espaço vazio e o osso que sustentava a raiz vai encolhendo com o tempo. O implante dentário existe para interromper esse processo. Ele é um pino de titânio instalado no osso que faz o papel da raiz perdida e, depois de integrado, sustenta uma coroa fixa.

O tratamento não acontece numa consulta só. Ele passa por avaliação, planejamento, cirurgia, um período de integração com o osso e a confecção da prótese final. Saber o que acontece em cada fase ajuda o paciente a entender os prazos e a fazer as perguntas certas ao dentista.

A editoria de saúde do Ubiratã Online organizou esse passo a passo para quem está começando a pesquisar o tratamento. Em Manaíra, a clínica de implante dentário em João Pessoa da Dra. Cinthya Correia (CRO-PB 11391) trabalha com cirurgia guiada por tomografia, carga imediata nos casos indicados e protocolo fixo sobre implantes, o que permite acompanhar todas essas etapas no mesmo lugar.

Quem pode fazer implante dentário?

Smiling young man sitting in dentist chair while doctor examining his teeth

A maioria dos adultos que perdeu um ou mais dentes pode receber implante. O que define a indicação é o conjunto de três fatores: quantidade e qualidade de osso na região, saúde da gengiva e condição geral de saúde do paciente.

O implante só é indicado depois que o crescimento dos ossos da face termina, o que costuma acontecer no fim da adolescência. Em adultos, não existe idade máxima. Idosos com boa saúde geral recebem implantes com frequência, inclusive para substituir dentaduras.

Algumas condições pedem mais cuidado. Diabetes sem controle atrapalha a cicatrização e aumenta o risco de o implante não se integrar. Com a glicemia controlada, o tratamento costuma seguir normalmente. O cigarro é outro fator de risco importante, porque reduz a circulação na gengiva e no osso. Doença periodontal ativa precisa ser tratada antes, já que as mesmas bactérias podem atacar o implante depois.

Primeira consulta: por que a tomografia vem antes de tudo

A radiografia comum mostra o osso em duas dimensões. Para instalar um implante com segurança, o dentista precisa saber também a espessura do osso, a posição do nervo alveolar inferior na mandíbula e a distância até o seio maxilar na arcada superior. É isso que a tomografia computadorizada de feixe cônico mostra, em três dimensões.

Com as imagens da tomografia e o escaneamento digital da boca, o planejamento é feito no computador. O dentista escolhe o diâmetro e o comprimento do implante, simula a posição ideal e, quando o caso permite, manda produzir um guia cirúrgico. Esse guia é uma peça que se encaixa sobre os dentes ou a gengiva e conduz a broca exatamente para o ponto planejado.

A tabela abaixo resume as etapas do tratamento e o que o paciente faz em cada uma:

EtapaO que aconteceO que o paciente precisa fazer
Avaliação clínicaExame da boca, da gengiva e do histórico de saúdeInformar doenças, remédios em uso e hábitos como o fumo
Tomografia e escaneamentoImagens 3D do osso e modelo digital da bocaFazer os exames pedidos antes do planejamento
Planejamento digitalEscolha do implante e simulação da posição no computadorTirar dúvidas sobre prazos, prótese e custos
CirurgiaInstalação do implante com anestesia localSeguir as orientações de jejum, remédios e repouso
OsseointegraçãoO osso cresce e se une à superfície do implanteManter a higiene e comparecer às revisões
Prótese definitivaInstalação da coroa ou da prótese finalAprender a higienizar e manter as consultas de manutenção

Como é a cirurgia guiada

Dentist smiling while examining patient in clinic

A cirurgia de implante é feita com anestesia local, a mesma usada em outros procedimentos odontológicos. Com o guia cirúrgico, muitas vezes o dentista consegue instalar o implante por uma abertura pequena na gengiva, sem precisar descolar uma área grande de tecido. Isso tende a reduzir o inchaço e o desconforto nos dias seguintes.

Pacientes com muito medo de dentista podem pedir sedação consciente com óxido nitroso. O paciente continua acordado e respirando sozinho, mas fica mais relaxado durante o procedimento.

Depois da cirurgia, é comum sentir algum inchaço e dor leve por alguns dias, controlados com os remédios prescritos. Compressas frias nas primeiras horas, alimentação morna ou fria e cuidado para não mastigar sobre a área ajudam na recuperação.

Osseointegração: por que o implante precisa de tempo

O implante só funciona porque o osso cresce em contato direto com a superfície do titânio e se prende a ela. Esse processo se chama osseointegração e costuma levar de três a seis meses, dependendo da região da boca e da qualidade do osso. Na mandíbula, onde o osso é mais denso, o prazo tende a ser menor do que na maxila.

Nesse período, o implante pode ficar coberto pela gengiva ou com um pequeno cicatrizador aparente. Se o dente perdido fica na parte da frente da boca, o paciente não precisa ficar sem dente: o dentista instala uma prótese provisória, fixa ou removível, até a coroa definitiva.

Carga imediata: quando dá para sair com dente no mesmo dia

Beautiful lady in the dentist’s office. Woman in a uniform

Em alguns casos, a coroa provisória é instalada sobre o implante logo depois da cirurgia ou nos dias seguintes. Isso se chama carga imediata. A condição principal é a estabilidade primária: o implante precisa ficar bem travado no osso já no momento da instalação, o que depende da qualidade do osso e da técnica usada.

A carga imediata não dispensa o tempo de osseointegração. O provisório é ajustado para receber pouca força, e o paciente precisa seguir uma dieta pastosa por algumas semanas para não sobrecarregar o implante enquanto o osso se forma ao redor dele. A coroa definitiva vem depois, quando a integração estiver completa.

Quando falta osso

Quem perdeu o dente há muitos anos costuma ter menos osso na região, porque o osso sem estímulo da raiz vai sendo reabsorvido. Isso não impede o implante, mas muda o planejamento.

SituaçãoAlternativa mais comumEfeito no prazo
Osso fino ou baixo em uma região pequenaEnxerto ósseo, com osso do próprio paciente ou material sintéticoPode exigir alguns meses de espera antes do implante
Pouco osso abaixo do seio maxilarLevantamento de seio maxilar com enxertoCostuma alongar o tratamento
Altura de osso reduzidaImplantes curtos, quando o planejamento permitePode evitar o enxerto
Arcada inteira sem dentes e com osso reduzido atrásProtocolo com implantes inclinados, como o All-on-4Pode permitir prótese fixa sem enxerto

A decisão entre essas alternativas depende da tomografia. Por isso nenhum orçamento sério de implante é fechado antes do exame.

Cuidados nos primeiros dias depois da cirurgia

A recuperação depende muito do que o paciente faz em casa. Nas primeiras 24 horas, o ideal é evitar bochechos fortes, cuspir com força e usar canudo, para não deslocar o coágulo. Alimentos mornos ou frios e de consistência macia são os mais indicados. A escovação continua, com cuidado redobrado na região operada. Esforço físico intenso e cigarro devem ficar de fora nesse período. Se o inchaço aumentar depois do terceiro dia ou aparecer febre, o dentista precisa ser avisado.

Coroa definitiva e manutenção

Professional doctor is checking woman’s teeth in light modern dental clinic

Com a osseointegração completa, o dentista faz o escaneamento ou a moldagem para a prótese final. Coroas de zircônia e de porcelana são as mais usadas, porque reproduzem bem a cor e o brilho dos dentes naturais. Em próteses produzidas por CAD/CAM, o desenho é feito no computador e a peça é fresada por máquina, o que ajuda na precisão do encaixe.

O implante não tem cárie, mas a gengiva ao redor dele pode inflamar. A peri-implantite é uma infecção que destrói o osso em volta do implante e é a principal causa de perda de implantes depois de anos de uso. Escovação, fio dental ou escova interdental e revisões periódicas com o dentista são o que mantém o implante saudável por muitos anos.

Perguntas frequentes sobre implante dentário

A cirurgia de implante dói?

Durante a cirurgia, a anestesia local impede a dor. Nos dias seguintes, é comum sentir desconforto e algum inchaço, que costumam ser controlados com os analgésicos e anti-inflamatórios prescritos pelo dentista. Quem tem muito medo pode pedir sedação consciente.

Quanto tempo leva o tratamento completo?

Depende do caso. Sem necessidade de enxerto, o tratamento costuma levar de três a seis meses entre a cirurgia e a coroa definitiva. Quando é preciso enxerto ósseo ou levantamento de seio maxilar, o prazo aumenta. A carga imediata permite ter um dente provisório fixo logo no início, mas não encurta o tempo de integração.

Fumante pode fazer implante?

Pode, mas o risco de complicações é maior, porque o cigarro reduz a circulação no osso e na gengiva. O ideal é parar de fumar antes da cirurgia e manter a abstinência durante a cicatrização. Converse sobre isso com o dentista no planejamento.

Quem tem diabetes pode colocar implante?

Sim, desde que a glicemia esteja controlada. Diabetes descompensado atrapalha a cicatrização e aumenta o risco de o implante não se integrar. O dentista pode pedir exames recentes e trabalhar junto com o médico do paciente.

O corpo pode rejeitar o implante?

O titânio é biocompatível e não provoca rejeição como um órgão transplantado. O que pode acontecer é o implante não se integrar ao osso, por causa de infecção, sobrecarga precoce, fumo ou pouca estabilidade na instalação. Quando isso ocorre, o implante é removido e, depois da cicatrização, o dentista avalia uma nova tentativa.

Quanto custa um implante dentário?

O valor depende da necessidade de enxerto, da marca do implante e do material da coroa. Por isso o orçamento só é fechado depois da avaliação clínica e da tomografia. Desconfie de preços fechados sem exame, porque o planejamento muda conforme o osso de cada paciente.

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FONTES: https://www.instagram.com/odontologianewss/ 

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