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Reportagem da Agência Estado publicada pelo CGN informa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em participação no podcast Desce a Letra em 16 de setembro de 2026, que o endividamento de parte da sociedade se deve às bets e aos jogos.
Segundo a mesma reportagem, Lula disse ter disposição pessoal de acabar com as plataformas, mas não detalhou proposta nem anunciou medida concreta; o governo discute o tema e já realizou reuniões internas e encontro com representantes da sociedade.
De acordo com a Agência Estado, Lula vinculou o aumento do endividamento em parcela da população ao uso de plataformas de apostas e jogos. Ele afirmou ter uma disposição pessoal de encerrar essas plataformas, mas destacou a necessidade de considerar a opinião da população e não apresentou detalhes de um plano ou medida jurídica específica.
A reportagem informa que o governo realizou três reuniões internas sobre o tema e também promoveu um encontro com representantes da sociedade para debater possíveis medidas. Não houve, segundo CGN, anúncio de proposta legislativa ou ação executiva detalhada pelo Executivo.
O caso também tramita no Supremo Tribunal Federal. Em 6 de agosto de 2026, um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento sobre a validade da proibição à exploração de jogos de azar prevista na Lei das Contravenções Penais, segundo a Agência Estado.
Os ministros decidiram aguardar a devolução do processo para concluir a análise em conjunto com duas ações que questionam a chamada Lei das Bets. Em julho de 2026, o presidente do STF, Edson Fachin, recebeu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para tratar do combate às plataformas ilegais, do aperfeiçoamento das regras e dos processos em análise na Corte.