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OMS veta canetas de GLP-1 e bariátrica para crianças em novas diretrizes

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Diretrizes publicadas em 7 de outubro de 2026 orientam início por mudanças de estilo de vida; abaixo dos 10 anos, OMS não recomenda análogos de GLP‑1 nem cirurgia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou em 7 de outubro de 2026 as primeiras diretrizes globais para o tratamento da obesidade na infância e adolescência, segundo informações da Agência Estado republicadas pelo CGN. São dois guias separados: um para crianças menores de 10 anos e outro para adolescentes de 10 a 19 anos.

As recomendações priorizam intervenções em estilo de vida — mudanças comportamentais, reorganização alimentar e atividade física — e determinam que esse acompanhamento seja mantido por pelo menos seis meses antes de avaliar outras alternativas de tratamento.

Principais recomendações para cada faixa etária

A OMS orienta que o tratamento comece sempre por medidas de promoção da saúde e apoio familiar, adaptadas à idade, gênero e contexto cultural. Para crianças abaixo de 10 anos, a organização não recomenda o uso de medicamentos análogos de GLP‑1 (as chamadas canetas para obesidade) nem cirurgia bariátrica, citando falta de evidências sobre benefícios e possíveis danos ao crescimento e desenvolvimento.

Para adolescentes de 10 a 19 anos, os medicamentos análogos de GLP‑1 podem ser considerados apenas quando houver complicações de saúde, como diabetes tipo 2, e quando mudanças no estilo de vida não tiverem dado resposta após seis meses. A cirurgia bariátrica é tratada como medida de última linha para adolescentes com obesidade grave e falha de outras abordagens.

Dados e contexto

Segundo a OMS, 170 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos viviam com obesidade em 2024. A prevalência nessa faixa etária aumentou de 2% para 8% desde 1990, conforme relatado pela organização. No Brasil, o Atlas Mundial da Obesidade 2026 indica que cerca de 6,6 milhões de crianças entre 5 e 9 anos e cerca de 9,9 milhões de jovens entre 10 e 19 anos convivem com obesidade.

Saúde mental e políticas públicas

A OMS destaca que a saúde mental deve ser abordada em conjunto com o tratamento da obesidade, já que ansiedade, depressão, baixa autoestima e estigma podem influenciar comportamento alimentar e atividade física.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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