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O caso, que chocou a comunidade local, foi identificado pela direção de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), onde a menina era aluna. Ao notarem sinais visíveis de violência, os educadores decidiram agir prontamente para proteger a integridade da criança.
Conforme informação divulgada pela Banda B, as autoridades policiais foram acionadas pela instituição de ensino após a constatação de diversos ferimentos na menor. O suspeito, que vivia com a criança e a mãe dela há cerca de dois meses, foi detido pela Polícia Militar do Paraná.
A seguir, entenda os detalhes desta investigação, as evidências coletadas pelas autoridades e as medidas legais que estão sendo adotadas contra o suspeito de cometer esses graves atos de violência infantil.
A denúncia ganhou força quando a equipe do CMEI percebeu que a menina apresentava hematomas espalhados pelo rosto, lábios e orelhas. Além disso, foram identificados inchaço no nariz, sangramento e marcas avermelhadas nas costas, sinais que indicavam uma situação de vulnerabilidade extrema.
Segundo o delegado Antonio Laercio Sousa, responsável pelo caso na Polícia Civil do Paraná, as lesões na criança tornaram-se frequentes desde que o padrasto passou a residir com a família. O delegado destacou que, em episódios anteriores, a menina chegou a sofrer um corte no queixo que exigiu sutura médica.
Durante os interrogatórios, o homem apresentou justificativas que não condiziam com a gravidade dos ferimentos. Ele alegou que as marcas teriam sido causadas por quedas acidentais na van escolar ou em móveis da residência, versões que foram descartadas pela investigação após a coleta de depoimentos.
Diante da gravidade, a Polícia Civil passou a investigar o caso também sob a suspeita de tortura-castigo, conforme previsto na Lei nº 9.455/1997. Esta tipificação penal permite penas mais severas do que as aplicadas em casos de maus-tratos, refletindo a seriedade da conduta do suspeito que agora permanece à disposição da Justiça.
Como o crime foi descoberto? A direção de um CMEI identificou ferimentos no rosto e corpo da criança e acionou a Polícia Militar.
Qual a situação atual do suspeito? O homem foi preso em flagrante e encaminhado ao sistema penitenciário, onde aguarda os procedimentos legais.
O que a polícia investiga além de maus-tratos? As autoridades apuram também a possível prática de tortura-castigo, que possui penas mais rigorosas.
Como denunciar casos de violência infantil? Denúncias podem ser feitas pelo telefone 197 da Polícia Civil, pelo 181 ou, em casos de emergência, pelo 190 da Polícia Militar.
Quanto tempo o suspeito convivia com a criança? Segundo a Polícia Civil, o convívio entre o padrasto e a enteada durava aproximadamente dois meses.