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Carlos Boulos, 80, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), morreu na madrugada de terça-feira, 6 de outubro de 2026, três dias depois de ter sido atropelado após uma discussão de trânsito na avenida 23 de Maio, na região central de São Paulo, segundo a Agência Estado, em publicação da CGN.
segundo CGN, o atropelamento ocorreu na noite de sábado, 3 de outubro de 2026. Carlos, que era dentista, dirigia uma caminhonete Hilux preta, parou na avenida, saiu do veículo e tentou conversar com o motorista do carro parado atrás; nesse momento o carro avançou sobre ele, ele caiu no chão e bateu a cabeça.
segundo CGN da Agência Estado, reproduzida pela CGN, o incidente começou quando a caminhonete de Carlos parou na avenida e ele saiu do veículo para falar com o motorista que seguia atrás. Testemunhas registraram imagens do momento que foram recolhidas pela Policial.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que o motorista prestou depoimento e foi indiciado por homicídio doloso. O caso é investigado pelo 5º Distrito Policial (Aclimação). A Policial informou ainda que recolheu gravações feitas por testemunhas e usou as imagens para rastrear a placa do veículo, e trabalha para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário.
O advogado Natan Tolintino, que representa o motorista identificado como Amilton Juscelino Rodrigues, 61, afirmou que a família do cliente tentava se afastar de uma situação que considerou ameaçadora para proteger a mulher, o filho e o próprio Amilton, sem intenção de atingir o dentista. De acordo com a defesa, Amilton e a família voltavam do Hospital Cema quando, segundo depoimentos dos familiares, Carlos teria buzinado, dado farol alto e “jogado” a Hilux contra o carro deles, um Pálio; depois Carlos teria descido do veículo muito nervoso, o que assustou a família.
Tolintino disse: “A dinâmica do ocorrido deverá ser esclarecida pelas imagens, pela perícia e pelos demais elementos da investigação”. A assessoria de Guilherme Boulos não quis comentar, informou a reportagem.