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Três líderes das vigílias do Tiananmen em Hong Kong são condenados a até sete anos e três meses de prisão

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Lee Cheuk-yan (69), Chow Hang-tung (41) e Albert Ho (74) foram condenados por incitar à subversão sob a lei de segurança nacional; Hong Kong Alliance recebeu multa de HK$1,5 milhão.

Lee Cheuk-yan, de 69 anos, recebeu sete anos de prisão; Chow Hang-tung, de 41 anos, foi condenada a sete anos e três meses; e Albert Ho, de 74 anos, que se declarou culpado em janeiro, recebeu cinco anos de prisão, informou a BBC.

Detalhes do veredicto

O tribunal avaliou que o uso do lema “ending one-party dictatorship” (terminar com a ditadura de um partido) havia incitado pessoas a atos, segundo um resumo do processo citado pela BBC. Após a condenação, os réus enfrentavam, conforme a mesma reportagem, penas de até 10 anos.

Durante a sessão em que as sentenças foram anunciadas, a BBC descreveu gestos dos réus: Chow e Lee sorriram ao público na galeria; Ho manteve expressão séria; Lee pareceu rezar ao ser levado para fora do banco dos réus e Chow soprou um beijo aos presentes.

Reações e contexto

O escritório do alto comissariado da ONU para os direitos humanos pediu que “essas sentenças sejam anuladas”, informou a BBC.

Amnesty International declarou, citada pela BBC, que a sentença é “uma tragédia tripla: para os ativistas injustamente punidos; para os sobreviventes e vítimas da repressão em Tiananmen; e para as gerações de hongkongueses privadas do espaço para discutir um dos eventos mais relevantes da história moderna da China”, em declaração de Sarah Brooks, vice-diretora regional da organização.

Human Rights Watch afirmou, conforme a BBC, que “as duras sentenças contra organizadores pacíficos das vigílias do Tiananmen expõem a crueldade e a insegurança de um governo que tem medo da memória e do povo”.

O tribunal também impor a multa de HK$1,5 milhão à Hong Kong Alliance, o grupo que organizou as vigílias e que foi fundado em maio de 1989, segundo a BBC. As celebrações anuais em memória da repressão de 1989 tinham sido realizadas por décadas em Hong Kong, mas as autoridades proibiram os encontros em 2020, citando medidas contra a Covid-19; naquele ano também entrou em vigor a lei de segurança nacional que ampliou o leque de ações consideradas ilegais, segundo BBC.

Segundo a BBC, Elizabeth Tang, esposa de Lee, disse à Reuters que era “um dia triste” e afirmou que ele pretende recorrer da sentença.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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