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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que forças americanas estão realizando ataques contra alvos iranianos próximos ao Estreito de Ormuz, classificando as operações como “grandes e poderosas”. A ofensiva, iniciada às 13h (horário de Brasília) desta terça-feira, visa responder à tentativa do Irã de instalar minas marítimas na região e ao disparo de mísseis contra uma base militar dos EUA na Jordânia.
Em publicação na Truth Social, Trump advertiu que, caso o Irã responda aos bombardeios, será alvo de um ataque ainda mais intenso, que poderá deixar “muito pouco da República Islâmica do Irã”. A escalada preocupa a comunidade internacional, com a Embaixada dos EUA em Jerusalém alertando sobre o risco de uma “escalada imprevista” no conflito do Oriente Médio.
O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), General Mohibi, respondeu às ações americanas afirmando que uma “punição severa aguarda os agressores” e que os Estados Unidos se arrependerão dos novos ataques. Ainda segundo uma fonte militar iraniana citada pela agência Tasnim, a reação das Forças Armadas do Irã será “várias vezes maior” que a ofensiva dos EUA e terá caráter “decisivo e amplo”.
Essa fonte acrescentou que qualquer agressão contra território ou interesses iranianos receberá uma resposta contundente e que instalações americanas na região sofrerão ataques rapidamente.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou que a operação contra alvos da IRGC começou às 13h (de Brasília). Explosões foram reportadas em várias cidades iranianas próximas ao Estreito de Ormuz, como Bandar Abbas, Qeshm, Jask e Sirik, conforme informações da agência estatal iraniana IRNA.
Além disso, as cidades de Chabahar e Konarak foram atingidas por quatro projéteis, segundo fontes militares iranianas. O ataque americano pretende neutralizar a ameaça das minas marítimas colocadas pelo Irã e impedir novos lançamentos de mísseis contra bases americanas ou navios comerciais na região.
O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o trânsito de petróleo e mercadorias, tornando-o um ponto sensível para a segurança internacional. O aumento do confronto entre os Estados Unidos e o Irã na região gera preocupação sobre possíveis consequências para o mercado global e a estabilidade política no Oriente Médio.
O cenário atual reflete uma escalada nas ações militares após acusações mútuas que alimentam tensões antigas entre Washington e Teerã.
Os EUA afirmam que os ataques são resposta a tentativas do Irã de instalar minas marítimas no estreito e ao disparo de mísseis contra uma base militar americana na Jordânia.
A Guarda Revolucionária do Irã declarou que punições severas aguardam os Estados Unidos e afirmou que a resposta será várias vezes maior que a ofensiva americana, incluindo ataques contra bases e interesses dos EUA na região.
A Embaixada dos EUA em Jerusalém alertou para o risco de uma escalada imprevisível no conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã, dada a recente série de ataques e retaliações mútuas.