Em entrevista à RPC, o candidato ao Senado pelo Paraná Filipe Barros (PL) disse que Defendo aumento de pena e prisão em presídios de segurança máxima.
Em entrevista na quinta-feira (3) ao telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC, Filipe Barros, candidato ao Senado pelo Paraná pelo PL, afirmou que Defendo o aumento das penas para quem comete feminicídio e o cumprimento das sentenças em presídios de segurança máxima, segundo G1.
Declarações sobre feminicídio
Barros afirmou: “Defendo dois pontos. Primeiro, a prevenção e fortalecimento da família, a conscientização por meio da educação e das escolas. Segundo ponto é de aumentar a pena para quem comete feminicídio. É é inadmissível um homem praticar um crime contra uma mulher e, aqui no Paraná, quem cometer vai para presídio de segurança máxima”.
Contexto da entrevista
A fala foi dada durante a série de entrevistas do telejornal com os candidatos mais bem posicionados na última pesquisa Quaest. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio e cada candidato teve 30 minutos. A rodada inclui, segundo o G1, nomes como Alexandre Curi (Republicanos), Gleisi Hoffmann (PT) e Deltan Dallagnol (Novo); Cristina Graeml (PSD) foi anunciada como a última entrevistada da série, marcada para sexta-feira (4).
Outros temas abordados
- Divergências com Sergio Moro: Barros disse que deixou no passado declarações feitas em 2022 contra Moro e que a aliança atual busca concentrar esforços no projeto para o Paraná.
- Posicionamentos políticos: afirmou que foi transparente sobre suas pautas e que não abriu mão de princípios e valores.
- Relação com a direção do PL: questionado sobre Valdemar Costa Neto, que foi condenado no passado por corrupção, Barros afirmou que o dirigente reconheceu os erros e cumpriu a pena, e declarou gratidão por ele ter aberto espaço para Jair Bolsonaro no partido.
- Recursos de campanha: questionado sobre o recebimento de R$ 3,8 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, disse continuar contra o modelo atual e defendeu o retorno das doações privadas de pessoas físicas com mecanismos de transparência e fiscalização.
- Escala 6×1: disse ser favorável ao fim da escala por entender que permite maior convivência familiar, mas condicionou o apoio a mudanças paralelas como redução da carga tributária, diminuição do tamanho da máquina pública, desburocratização e estímulos à geração de empregos e renda.
- Impeachment de ministros do STF e reforma do Judiciário: afirmou ser favorável a impeachment em casos de abuso de poder e defendeu reforma incluindo critérios como idade mínima e experiência prévia na magistratura.
- Tarifas dos EUA: afirmou que o governo federal falhou na interlocução com autoridades americanas e relatou ter mantido diálogo com parlamentares dos EUA em viagens a Washington.
- Segurança e rodovias: defendeu aumento das penas para crimes de trânsito, fiscalização mais rigorosa das concessionárias, investimentos em ferrovias e uso de tecnologias de monitoramento.
- Maioridade penal: declarou ser favorável à redução para 16 anos e afirmou que votará favoravelmente caso a proposta seja analisada pelo Senado e ele seja eleito.
As informações desta matéria são baseadas em reportagem publicada pelo G1 sobre a entrevista concedida por Filipe Barros ao telejornal Meio-Dia Paraná.