Enter your email address below and subscribe to our newsletter

Fim da escala 6x1 pode aumentar custos dos ônibus em Curitiba

Fim da escala 6×1 pode aumentar custos dos ônibus em Curitiba

Share your love

O eventual fim da escala de trabalho 6×1 pode provocar um aumento de até 8% no valor das passagens de ônibus no país. O dado consta em um levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

A projeção leva em conta que as despesas com pessoal representam aproximadamente 50% da planilha de custos de operação do transporte coletivo. Com a alteração na jornada de trabalho, o modelo de financiamento de todo o sistema seria diretamente afetado.

Como o transporte público funciona de forma ininterrupta — incluindo fins de semana e feriados —, a estimativa da NTU indica que a redução da jornada para 40 horas semanais exigiria novas contratações, gerando um acréscimo de 15% nos gastos relacionados especificamente aos motoristas.

Em Curitiba, o sistema conta atualmente com pouco mais de 2,5 mil motoristas em atividade. No modelo vigente, o impacto financeiro de contratações adicionais recairia primeiro sobre a folha de pagamento das concessionárias, sendo posteriormente repassado à Urbanização de Curitiba (Urbs), responsável por gerenciar o sistema.

Tarifa em Curitiba: quem paga a conta?

Atualmente, os passageiros da capital paranaense pagam a chamada tarifa social, fixada em R$ 6. No entanto, o custo real do sistema por passageiro, a chamada tarifa técnica, que é o valor repassado às empresas operadoras, é cerca de R$ 8. Quem cobre essa diferença é a prefeitura, por meio de subsídios públicos.

Procurada pela Tribuna do Paraná, a Urbs afirmou que aumentos nas despesas com funcionários devem impactar a tarifa técnica, ampliando a necessidade de aportes financeiros do poder público. O órgão ressaltou que, para manter o preço acessível aos passageiros, o suporte orçamentário precisará envolver um esforço conjunto entre Município, Estado e União.

Como alternativa para evitar o aumento de custos para o cidadão, a Urbs informou que está projetando receitas adicionais no desenho da nova concessão do transporte coletivo, atualmente em desenvolvimento. A meta é explorar comercialmente espaços publicitários nos ônibus, terminais e estações-tubo.

Há risco de redução na frota de ônibus?

Outro ponto que entrou no radar de debates sobre o fim da escala 6×1 é a possibilidade de redução da frota de ônibus. Para evitar a disparada de gastos com novas contratações, analistas alertam para o risco de as empresas diminuírem o número de veículos em circulação nos horários de menor movimento.

O professor Garrone Reck, do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), explica que o pico de demanda ocorre de segunda a sexta-feira, enquanto sábados e domingos registram um movimento consideravelmente menor. Caso um modelo de escala 5×2 seja implantado, ele estima que o impacto total das horas de mão de obra remuneradas aumente entre 3% e 5%.

Questionada sobre esse ponto, a Urbs garantiu que o fim da escala 6×1 não afetará o funcionamento dos ônibus de Curitiba.

Setor pede diálogo sobre a redução da jornada de trabalho

Presidente do Curitibus — entidade que representa exclusivamente as empresas operadoras do transporte coletivo de Curitiba —, Angelo Gulin, defende que o debate sobre a redução da jornada de trabalho seja conduzido com responsabilidade e diálogo.

“A melhoria das condições de trabalho é um objetivo legítimo e importante para toda a sociedade”, ressalta. “No entanto, qualquer mudança dessa magnitude precisa considerar a realidade operacional dos serviços essenciais, como o transporte coletivo urbano”, pontua Gulin.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!

Mais Notícias

Home Page – Início

Fonte do Artigo
See more: The Global Track

Corinthia Mes

Compartilhe seu amor