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A France se prepara para uma grande jornada de protestos marcada para terça-feira, convocada em apoio a estudantes que exigem mais investimentos e melhores condições nas escolas, informou a BBC com base em reportagem da Reuters.
Os chamados ocorrem após uma semana de manifestações que incluíram bloqueios a centenas de estabelecimentos de ensino, confrontos com a polícia e incidentes violentos.
Relatos registraram incêndios em lixeiras, barricadas e uso de fogos de artifício durante confrontos com forças de segurança.
A cobertura informa que ao menos 190 estudantes ficaram feridos desde o início do movimento.
Desde o início das manifestações foram registradas mais de 5.000 detenções (5.060, segundo dados citados pela reportagem). Do total, 87% eram menores e 13% adultos, informou o ministério da Justiça France, citado pela BBC/Reuters. Também foram reportados 14 procedimentos de prisão preventiva e 1.802 pessoas enfrentam processo, incluindo 319 adultos e 1.483 menores.
Lecornu também afirmou: “Não faremos concessões à violência. Estamos ao lado dos estudantes e funcionários que foram agredidos, assim como dos agentes de polícia e gendarmes que foram feridos”, trecho citado pela BBC/Reuters.
O movimento estudantil, organizado em parte pela Union Syndicale Lycéenne (USL), afirmou que o governo ofereceu “nada concreto” e convocou a população a participar da mobilização de terça-feira. O sindicato de professores SNES-FSU também pediu que seus membros se juntem ao protesto, informa a reportagem.
O ministro do Interior Laurent Nuñez declarou que as manifestações foram policiadas de forma “extremamente proporcional”, frase citada pela cobertura. O líder do partido de esquerda La France Insoumise, Jean-Luc Mélenchon, qualificou a mobilização como o “movimento juvenil de liceu e universidade mais poderoso” desde 1968, enquanto a líder da extrema-direita Marine Le Pen acusou a esquerda de instrumentalizar os protestos e pediu nova legislação anti-motim, conforme registrado pela BBC/Reuters.
Organizadores e sindicatos mantiveram o apelo para a jornada nacional de terça-feira; a reportagem não indica desdobramentos oficiais além das medidas anunciadas pelo governo e das convocações públicas para novas manifestações.
Fontes: BBC, com base em reportagem da Reuters.