Enter your email address below and subscribe to our newsletter

Funcionário pede demissão, devolve celular corporativo e empresa retém R$ 4.300 da rescisão alegando riscos encontrados na tela dias depois

Funcionário pede demissão, devolve celular corporativo e empresa retém R$ 4.300 da rescisão alegando riscos encontrados na tela dias depois

Share your love

📱 A empresa pode cobrar um dano que só apareceu uma semana depois?

Thiago devolveu o celular ao setor responsável sem qualquer ressalva registrada. Sete dias depois, surgiram riscos na tela e um desconto de R$ 4.300, mas a ausência de fotos e laudo no recebimento pode mudar o destino dessa cobrança. ⬇️

O desconto na rescisão de R$ 4.300 foi comunicado uma semana depois que Thiago devolveu o celular corporativo sem ressalvas registradas. Como não havia laudo ou fotografias no recebimento, a empresa precisa demonstrar que os danos existiam na entrega e foram causados pelo trabalhador.

A empresa pode descontar R$ 4.300 apenas porque encontrou riscos depois?

Não basta constatar avarias depois da devolução. Para transferir o prejuízo ao empregado, é necessário demonstrar que ele causou o dano e preencher as condições previstas pela legislação trabalhista.

A falta de termo não prova que a tela estava perfeita, mas dificulta a cobrança de quem recebeu o aparelho sem registrar defeito e só apontou avarias dias depois.

Funcionário pede demissão, devolve celular corporativo e empresa retém R$ 4.300 da rescisão alegando riscos encontrados na tela dias depois

O que a CLT exige para descontar dano causado pelo trabalhador?

O artigo 462 da CLT restringe descontos salariais. Em caso de dano, a cobrança pode ocorrer quando essa possibilidade foi previamente acordada ou quando houver dolo do empregado.

Na hipótese de culpa, a Justiça do Trabalho exige prova da responsabilidade e do ajuste que autoriza o desconto. O risco normal de perda ou desgaste do patrimônio empresarial não pode ser simplesmente transferido ao funcionário.

Quais provas podem mostrar o estado do celular no momento da devolução?

Termo de entrega, fotos, filmagens e testemunhas podem indicar como o aparelho chegou ao setor. Sem esses registros, fica mais difícil fixar quando os riscos apareceram.

A empresa também deve apresentar diagnóstico e orçamento. Os R$ 4.300 precisam refletir dano efetivo, não necessariamente o preço integral de substituição de um aparelho usado.

Os documentos abaixo ajudam a separar devolução, dano e valor cobrado.


Registro
O que demonstra
Ponto decisivo

Termo de devolução

Recebimento do aparelho

Existência de ressalvas

Fotos ou filmagens

Estado visual da tela

Momento do registro

Laudo técnico

Natureza e extensão do dano

Desgaste ou avaria anormal

O desconto na rescisão possui algum limite próprio?

Sim. Mesmo quando existe valor validamente compensável, o artigo 477, parágrafo 5º, da CLT estabelece que a compensação no pagamento da rescisão não pode exceder o equivalente a um mês de remuneração.

Isso não significa que todo desconto dentro desse limite seja legítimo. A empresa ainda precisa comprovar a origem da dívida e cumprir as exigências do artigo 462 antes de reter qualquer quantia.

As duas regras funcionam em momentos diferentes da análise.


Questão
O que precisa ser demonstrado

Dano existia na devolução?

Registro contemporâneo ou outra prova confiável

Thiago causou a avaria?

Culpa ou dolo relacionados ao dano

Havia autorização contratual?

Previsão válida para desconto por culpa

O que Thiago pode fazer para tentar recuperar os R$ 4.300?

Thiago pode contestar por escrito, solicitar o laudo, o orçamento e os registros de recebimento do aparelho. Também deve guardar o termo rescisório e os comprovantes do valor efetivamente pago.

Sem devolução, sindicato, advogado ou Justiça do Trabalho podem avaliar pedido de restituição. O TST já afirmou que cabe à empresa comprovar culpa ou dolo antes de transferir ao empregado prejuízos causados ao patrimônio empresarial.

Os registros mais importantes incluem:

  • Documento ou mensagem confirmando a devolução do celular.
  • Termo de rescisão com o desconto de R$ 4.300.
  • Fotos, filmagens ou testemunhas do momento da entrega.
  • Laudo e orçamento produzidos após a devolução.
  • Contrato ou política interna sobre danos em equipamentos.

Leia também: Depois de fechar 343 das 587 lojas, desativar três centros de distribuição e acumular R$ 1,1 bilhão de passivo

Por que os sete dias sem registro podem mudar o resultado?

O intervalo cria uma questão de causalidade: o aparelho ficou fora da posse de Thiago antes do registro dos riscos. Sem cadeia de custódia clara, atribuir a avaria ao ex-funcionário se torna mais difícil.

O artigo 462 da CLT protege o salário contra descontos indevidos. Se a empresa não provar quando o dano surgiu, quem o causou e quanto custava reparar, os R$ 4.300 podem ser cobrados de volta.

Mais Notícias

Home Page – Início

Fonte do Artigo
See more: The Global Track

Corinthia Mes

Compartilhe seu amor