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Maior leilão do pré-sal termina com sete dos 13 blocos arrematados e arrecada R$ 530 milhões em bônus

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O leilão de blocos de exploração do pré-sal, realizado nesta quarta-feira, superou marcas anteriores ao garantir a venda de sete das 13 áreas ofertadas em um processo que movimentou o setor de energia no país.

O 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, organizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ocorreu na sede da instituição no Rio de Janeiro. O evento consolidou um movimento de expansão na exploração de petróleo e gás em áreas Estratégicos do litoral brasileiro.

Com o resultado, o governo arrecadou R$ 530 milhões em bônus de assinatura. Embora o valor total pudesse chegar a R$ 1,24 bilhão caso todos os blocos tivessem sido contratados, o evento foi classificado como o leilão do pré-sal com o maior número de áreas arrematadas até o momento, conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação.

Dinâmica e resultados da disputa

Apesar da presença de 19 companhias habilitadas, a disputa não registrou competição direta, uma vez que apenas uma empresa ou consórcio apresentou lance para cada um dos sete blocos arrematados. Mesmo sem concorrência, todos os lotes foram vendidos com ágio, que variou de 8% a quase 495% sobre o valor mínimo.

As empresas Brasileira Petrobras e Prio se destacaram como as maiores vencedoras, cada uma garantindo dois blocos. A norueguesa Equinor também foi vitoriosa em duas áreas, sendo uma delas em parceria com a portuguesa Galp. As chinesas CNOOC e Sinopec completaram a lista de arrematantes em um dos blocos.

Investimentos e regras de partilha

As Petroleiros vencedoras assumiram o compromisso de realizar investimentos mínimos de R$ 778,4 milhões nas bacias de Santos e Campos. Esse modelo de partilha exige que a empresa vitoriosa ofereça à União a maior parcela de óleo excedente, funcionando como uma divisão de lucros com o Estado brasileiro.

O sucesso desta rodada elevou a área exploratória sob regime de partilha em 58%, totalizando 39,2 mil km². De acordo com a ANP, a assinatura dos contratos está prevista para o dia 26 de fevereiro de 2027, após a conclusão das etapas documentais e pagamento dos bônus.

Impactos e reações ao leilão

O setor produtivo, representado pelo IBP e pelo Ineep, avalia que os leilões dinamizam a economia, geram empregos e reforçam a segurança energética do país.

O governo federal sinalizou que o petróleo permanece como um ativo Estratégicos. O Ministério de Minas e Energia adiantou que planeja Oferta mais de 50 blocos na Bacia de Pelotas nos próximos meses, mantendo o foco na exploração de novas fronteiras geológicas no litoral brasileiro.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual foi a arrecadação total em bônus de assinatura? O governo arrecadou R$ 530 milhões com os sete blocos arrematados.

Houve disputa entre as empresas pelos blocos? Não. Em todos os blocos vendidos, houve apenas uma proposta apresentada, embora todos tenham sido arrematados com ágio.

Quais empresas foram as maiores vencedoras? Petrobras e Prio foram as principais, com dois blocos cada, seguidas pela Equinor.

O que acontece com os blocos que não foram arrematados? Os blocos Turmalina, Larimar, Aragonita, Opala, Granada e Cerussita retornam para a prateleira de futuras rodadas de licitação.

Qual a previsão para a assinatura dos contratos? O cronograma da ANP prevê a assinatura formal dos contratos para o dia 26 de fevereiro de 2027.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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