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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) usou as redes sociais neste sábado (4) para responder às críticas recebidas após elogiar a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela afirmou que a defesa das pessoas com deficiência está acima de qualquer ideologia ou partido e que o reconhecimento da iniciativa não representa apoio ao governo petista. As informações são da Gazeta do Povo.
Michelle argumentou que pautas voltadas à inclusão devem ser avaliadas pelo mérito, independentemente de quem as propôs. Como exemplo, lembrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro sancionou, em 2023, a Lei Amália Barros, proposta apresentada por um parlamentar do PT que reconheceu a visão monocular como deficiência sensorial.
Segundo a ex-primeira-dama, a política de educação bilíngue para surdos teve origem durante a gestão Bolsonaro. Ela afirmou que o programa foi elaborado por sua equipe, mas não pôde ser implementado antes do fim do mandato devido a uma ação judicial que atrasou sua tramitação. Michelle escreveu que mais importante do que quem assina a política pública são as pessoas que serão beneficiadas por ela.
A nova manifestação ocorreu um dia após Michelle classificar a política do Ministério da Educação como um sonho realizado e parabenizar a comunidade surda pela iniciativa. A publicação provocou reação negativa entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais.
Parlamentares e influenciadores ligados ao bolsonarismo compartilharam críticas à ex-primeira-dama, com acusações de que ela estaria atribuindo ao governo Lula os méritos de uma política construída durante a administração anterior. Também circularam montagens associando Michelle ao PT.
O caso aumenta o desgaste enfrentado por Michelle nas últimas semanas dentro do Partido Liberal. No fim de junho, ela tornou público um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), relatando ter sido tratada com desrespeito durante uma ligação telefônica. Horas depois, o parlamentar divulgou um pedido público de desculpas.
A divergência expôs divisões internas no partido e antecedeu a saída de Michelle do comando do PL Mulher, movimento interpretado por aliados como uma tentativa de reduzir o desgaste provocado pela disputa interna.
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