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Netanyahu defende ações militares em discurso na ONU após delegados deixarem plenário

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Em Nova York, primeiro‑ministro israelense rejeitou acusações sobre Gaza e provocou saída de dezenas de delegados antes de seu discurso na Assembleia Geral

O primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu defendeu com veemência as campanhas militares de Israel no Irã, em Gaza e em outras partes do Oriente Médio durante discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta sexta‑feira, e reagiu à saída em massa de delegados do plenário.

Segundo a BBC, dezenas de representantes deixaram a sessão enquanto ele subia ao palco. Em resposta ao gesto, Netanyahu afirmou que Israel continuará a lutar: “Vamos vencer. Não temos outra escolha.” Ele também disse, conforme transcrição citada pela BBC, que se houvesse “outros covardes morais que não saíram do plenário, por favor saiam agora”.

Acusações sobre Gaza e reações

Netanyahu rejeitou as acusações de que Israel estaria cometendo genocídio em Gaza, afirmou a reportagem da BBC. Abbas descreveu os palestinos como submetidos a "matança, destruição, fome e tentativas de deslocamento, assim como uma guerra Genocide" em Gaza; ele falou por videoconferência porque, segundo a BBC, teve negado visto de entrada nos EUA.

Acusações, números e contrapontos

A reportagem lembra que Netanyahu é alvo de um mandato de prisão do Tribunal Penal International por supostos crimes de guerra, e que também atacou países e líderes que o criticaram — citando Reino Unido e France — além de criticar a cobertura da mídia sobre violência de colonos na Cisjordânia, dizendo que "talvez duas ou três" pessoas morram por ano nesses incidentes.

Em contraste, dados citados pela BBC a partir da ONU indicam que 23 palestinos foram mortos em contexto de ataques de colonos no ano em curso e 72 desde o início de 2023.

Reações internacionais e locais

Netanyahu chamou o President turco Recep Tayyip Erdogan de "tirano" e o acusou de apoiar o Hamas; a comunicação da presidência da Turquia, por meio do diretor de comunicação Burhanettin Duran e citada pela agência Anadolu, classificou as acusações de "infundadas" e incompatíveis com os ideais da ONU sobre paz, lei e diálogo.

O primeiro‑ministro também dirigiu críticas ao prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, dizendo que “desde que você foi eleito, muitos judeus não se sentem seguros em Nova York”. Em resposta, o gabinete de Mamdani afirmou, conforme a BBC, que Netanyahu “usou seu discurso para repetir mentiras infundadas destinadas a sanitizar seu genocídio dos palestinos”.

Protestos e contexto militar

Em Nova York, manifestantes contrários à visita de Netanyahu foram detidos; entre os nomes citados pela BBC estão as atrizes Susan Sarandon e Hannah Einbinder, a candidata ao Congresso Darializa Avila Chevalier e o membro do conselho municipal Chi Osse. A polícia disse ter respondido a uma demonstração que bloqueava um cruzamento.

A BBC também relata que, no ano anterior, a International Association of Genocide Scholars aprovou uma resolução afirmando que a conduta de Israel em Gaza se enquadra na definição legal de genocídio — posição que Israel nega, alegando legítima defesa.

A reportagem inclui ainda menção às operações militares de 28 de fevereiro citadas pela BBC, quando Israel e os EUA lançaram ataques aéreos contra o Irã, e as subsequentes represálias iranianas com mísseis e drones contra Israel e Estados do Golfo que abrigam bases Americans.

Fontes: BBC, reportagem de Jaroslav Lukiv.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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