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O papa Leão XIV disse a jornalistas, durante viagem de quatro dias à França, que eles são bem-vindos para acompanhá‑lo e reafirmou a importância de uma cobertura livre e ampla da imprensa, informou a Agência Estado em matéria Publicado pela CGN.
As declarações ocorreram a bordo do avião papal após questionamento sobre a tentativa do governo do presidente Donald Trump de impedir que determinados veículos de comunicação dos Estados Unidos acessassem a Casa Branca. “Fico muito feliz que, aqui, todos vocês sejam bem‑vindos”, disse o pontífice, segundo a Agência Estado.
Segundo a Agência Estado, Leão XIV afirmou que uma boa cobertura da imprensa é importante e que é igualmente necessário que esse direito exista “em todos os lugares, para todos”. O comentário foi feito em resposta a pergunta de um repórter da CNN sobre o veto a meios americanos.
A reportagem da Agência Estado relata que CNN, MS NOW e Politico retornaram à Casa Branca na quinta‑feira, 24, depois que um juiz concedeu uma trégua ao veto imposto pelo presidente Trump, mas que o confronto entre o presidente e veículos cuja cobertura o desagradava seguia em curso. No mesmo dia, com a visita do líder chinês Xi Jinping a Washington, as principais redes americanas não transmitiram ao vivo alguns eventos; a Agência Estado informou que CNN e MS NOW relataram ter tido acesso negado à chegada de Xi para o jantar de Estado.
A Agência Estado também lembra que Leão XIV já vinha defendendo a necessidade de uma imprensa livre e independente desde suas primeiras audiências como papa, inclusive pedindo a libertação de jornalistas presos e defendendo o “precioso dom da liberdade de expressão e de imprensa”. Em paralelo, a matéria registra que, desde a pandemia de covid‑19, veículos independentes têm sido impedidos de cobrir oportunidades de fotos no escritório privado do papa durante visitas de chefes de Estado e que muitas audiências privadas do pontífice com grupos e indivíduos permanecem fechadas à imprensa não ligada ao Vaticano.
A matéria cita ainda trocas de declarações entre o papa e Trump em abril sobre a oposição do pontífice à guerra contra o Irã, e observa que essa postura rendeu ao papa apoio de alguns europeus, segundo CGN da Associated Press citada pela Agência Estado.