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O caso ganhou repercussão após a circulação de um vídeo de sete minutos nas redes sociais. Nas imagens, o homem aparece sendo alvo de socos e chutes, inclusive na região da cabeça, enquanto policiais realizam a abordagem, conforme informação divulgada pelo veículo Banda B.
A OAB-PR afirmou que pretende acompanhar de perto os desdobramentos da investigação. O presidente da entidade destacou que pretende monitorar tanto os procedimentos administrativos internos da corporação quanto o eventual processo criminal na Justiça Militar.
O episódio levanta um debate sobre o uso da força policial em situações de resistência. Enquanto a OAB aponta excessos, a defesa dos soldados envolvidos sustenta que a conduta seguiu os protocolos necessários para a contenção do abordado.
Luiz Fernando Pereira, ao comentar as imagens, afirmou que o homem foi massacrado durante a ação. O presidente da OAB-PR ressaltou que, mesmo diante da alegação de resistência por parte dos policiais, a brutalidade observada no vídeo é inaceitável.
Além disso, o representante da entidade mencionou que um dos trechos do vídeo sugere a utilização de uma expressão de cunho racista por parte de um dos agentes. Pereira classificou o ato como uma extrema covardia e uma situação degradante.
O advogado Claudio Dalledone, que atua na defesa dos soldados, negou qualquer ilegalidade na abordagem. Segundo a defesa, os policiais foram acionados para atender uma ocorrência envolvendo som alto e suspeita de tráfico de drogas no Centro de Curitiba.
Dalledone afirmou que o homem teria desferido um soco em um dos policiais e desobedecido ordens legais. A defesa argumenta que os agentes fizeram o uso progressivo da força e utilizaram apenas os meios necessários para conter a resistência apresentada pelo suspeito.
A Polícia Militar do Paraná informou, por meio de nota, que abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta dos agentes envolvidos no caso. A corporação declarou que não compactua com excessos e que a apuração seguirá a legislação vigente.
O Ministério Público do Paraná também acompanha a situação por meio da Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar. O órgão foi comunicado sobre a abertura de um Inquérito Policial Militar para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
O que motivou a abordagem policial no Centro de Curitiba? Segundo a defesa dos PMs, a equipe foi acionada para atender uma ocorrência de som alto e suspeita de venda de drogas.
Qual foi a reação da OAB-PR sobre as imagens? O presidente da OAB-PR, Luiz Fernando Pereira, classificou a ação como uma das maiores violências que já presenciou, citando brutalidade e possíveis requintes de racismo.
Qual a posição da defesa dos policiais militares? O advogado Claudio Dalledone alega que o homem agrediu um policial e resistiu à prisão, justificando que o uso da força foi progressivo e legal.
O homem agredido foi preso? Não, após a ocorrência, o homem recebeu atendimento médico em uma UPA devido a escoriações e edema na face, sendo liberado em seguida.
Quais órgãos estão investigando o caso? A Polícia Militar do Paraná abriu um procedimento administrativo e o Ministério Público do Paraná acompanha o Inquérito Policial Militar junto à Auditoria Militar.