Enter your email address below and subscribe to our newsletter

Imagem ilustrativa

Parlamento de Liechtenstein aprova legalizar aborto nas primeiras 12 semanas, príncipe ameaça veto

Share your love

COMPARTILHAR ARTIGO

Parlamento aprovou por 13 a 12 proposta que libera aborto até 12 semanas, libera informação e torna procedimento elegível para seguro; príncipe Alois prometeu vetar

Segundo a BBC, o parlamento de Liechtenstein aprovou por 13 votos a 12 uma iniciativa cidadã que legaliza o aborto nas primeiras 12 semanas de gravidez. A proposta também prevê o fim da proibição de fornecer informações sobre o aborto e torna o procedimento elegível para cobertura pelo seguro de saúde.

A votação ocorreu em uma câmara de 25 assentos, mas a medida tem poucas chances de virar lei porque o Herdeiro do Trono, o príncipe Alois, já disse que vetará a legislação.

O que a iniciativa propõe

  • Legalizar aborto até a 12ª semana de gravidez.
  • Permitir divulgação de informações sobre o aborto em todo o país.
  • Incluir o procedimento como elegível para cobertura pelo seguro de saúde.

A iniciativa foi liderada por Tatjana As’Ad, de 28 anos, vinculada ao pequeno partido de esquerda Free List. Seus apoiadores recolheram 4.970 assinaturas, quase cinco vezes o mínimo necessário para levar a proposta ao parlamento. Os parlamentares também rejeitaram uma proposta separada para submeter o tema a um referendo.

Posição do príncipe e poderes da Casa Principesca

O Princely House afirmou que sua principal preocupação é que a iniciativa não oferece proteção suficiente à vida do nascituro. O príncipe Alois sugeriu que mudanças nas regras atuais poderiam incluir, por exemplo, a remoção de restrições sobre informação pública e a clarificação de normas existentes, mas afirmou anteriormente que vetará a lei aprovada.

A notícia recorda que Alois exerce funções públicas em nome de seu pai, o príncipe Hans-Adam, e detém poderes amplos para a realidade europeia citada pela BBC, como demitir o governo ou ministros, nomear juízes, propor alterações legais e vetar legislação.

Contexto legal e social

Quem realizar aborto fora dessas exceções pode ser condenado a até três anos de prisão, e a mulher que se submeter ao procedimento pode pegar até um ano de detenção, segundo a BBC.

A reportagem também lembra que quase 80% da população de Liechtenstein, estimada em cerca de 41.000 pessoas, pertence à Igreja Católica Romana, que é contrária ao aborto. Em 2011, um referendo sobre a legalização do aborto foi rejeitado por 52% dos votantes, e o príncipe Alois havia declarado na época que se oporia à mudança.

Todos os fatos informados neste texto foram retirados da reportagem da BBC publicada em 3 de setembro de 2026.

COMPARTILHAR ARTIGO
fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

Artigos: 38624