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A vítima vivia em uma situação de cárcere privado há mais de um ano, sendo impedida pelo companheiro de sair de casa, de se comunicar livremente e até de escolher as próprias roupas.
O caso, que expõe a gravidade da violência doméstica, foi solucionado após a vítima utilizar um canal de atendimento específico da prefeitura para solicitar um resgate urgente. Conforme informação divulgada pelo g1, o suspeito foi preso em flagrante.
No e-mail enviado à Ouvidoria da Mulher, a vítima descreveu um cenário de terror. Ela relatou que o companheiro monitorava seus aparelhos celulares e quebrava os dispositivos sempre que desconfiava de algo.
A mulher afirmou: Ele já me agrediu com minha bebê prematura de dois meses no colo, me chutou nas costas enquanto eu dava leite para ela, me enforcou com ela no colo e na frente da filha dele de 10 anos.
Ao receber a mensagem, a equipe da Rede Delas em Colombo agiu rapidamente. A psicóloga do programa estabeleceu contato e percebeu a impossibilidade da mulher de sair da residência sozinha.
A secretária da Mulher, Família e Direitos Humanos, Gecielle de Souza Schena, explicou que a equipe decidiu intervir imediatamente, mesmo sem boletim de ocorrência prévio, devido ao alto risco que a vítima corria.
A polícia constatou que a residência era equipada com três câmeras de segurança, instaladas estrategicamente para vigiar cada movimento da mulher. O agressor controlava todas as redes sociais e ligações da vítima.
O homem já possuía registros anteriores por violência doméstica e ameaça, datados de 2020 e 2022. Agora, o Ministério Público solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva, garantindo a segurança da mulher.
Após o resgate, a mulher e seu filho de quatro meses foram levados para um local seguro e sigiloso. Ela está recebendo atendimento especializado e medidas protetivas de urgência foram solicitadas à Justiça.
Este caso reforça a importância de canais de denúncia acessíveis e do monitoramento de casos de risco, garantindo que vítimas de cárcere privado e violência doméstica tenham um caminho para pedir socorro.
Como a mulher conseguiu pedir ajuda? Ela utilizou o e-mail da Ouvidoria da Mulher de Colombo, um serviço de atendimento criado recentemente pela prefeitura.
O agressor foi preso? Sim, ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar no momento em que as autoridades chegaram ao local.
Por que ela não fugiu antes? A vítima sofria monitoramento constante por câmeras e ameaças graves, além de ter seus meios de comunicação controlados pelo parceiro.
O agressor tinha histórico criminal? Sim, ele já respondia por outros casos de violência doméstica e ameaça registrados em 2020 e 2022.
Onde a vítima está agora? Ela e seu bebê foram encaminhados para um local de acolhimento seguro, onde recebem suporte especializado e proteção legal.