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Integrantes da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não conseguiram chegar a um acordo com a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro sobre a proposta de delação premiada, que está sendo negociada desde março, quando ele foi preso preventivamente pela segunda vez.
Integrantes da PF consideram que os anexos entregues até agora carecem de fatos novos e meios de provas, condição essencial para uma colaboração. Também há uma percepção entre eles de que o banqueiro não está disposto a cooperar e estaria só tentando ganhar tempo longe de um presídio comum.
Após firmar um acordo de confidencialidade, que marcou o início das tratativas, Vorcaro foi autorizado a ficar numa cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde recebe diariamente os advogados das 9h às 17h.
Interlocutores da defesa do banqueiro, por sua vez, alegam que o material entregue na semana passada traz um conjunto de histórias inéditas e é consistente. Para eles, há uma avaliação de que os investigadores estão com má vontade em prosseguir com o acordo.
Os integrantes da PGR, por sua vez, ainda seguem analisando os novos anexos apresentados por Vorcaro, mas mantém um tom de cautela. Nos bastidores, a avaliação é que ainda não há elementos suficientes para uma definição sobre o futuro da proposta. Segundo eles, a nova proposta precisa ainda demonstrar de forma mais clara a capacidade de entregar fatos inéditos e elementos de corroboração. Um dos pontos observados é a necessidade de que as informações precisam ser confirmadas por documentos, registros ou outros meios de prova independentes.
Fonte do Artigo
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