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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está conduzindo investigação para apurar se o ex-professor de uma escola estadual em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, possui outras vítimas além da adolescente que denunciou ter sido solicitada a enviar uma foto nua. O caso ocorreu no final de 2023 e segue em apuração.
Na sexta-feira (7), uma operação policial cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do investigado, onde foram recolhidos aparelhos eletrônicos como celular, notebook e pendrives. Estes materiais foram encaminhados à perícia para verificar se há armazenamento de imagens relacionadas à exploração sexual de menores.
O professor não teve sua identidade divulgada e responde pelo crime de assédio sexual. A investigação está sob a responsabilidade do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) de Ponta Grossa. Até o momento, nenhuma outra vítima procurou a polícia, conforme informou a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, chefe do Nucria local, que reforça o alerta para que possíveis vítimas se apresentem para que o caso possa ser devidamente apurado.
Segundo a delegada, o crime já está comprovado nos autos pela simples solicitação da foto. Ela destacou que mesmo sem o envio da imagem pela adolescente de 15 anos, que foi alvo do pedido, a atitude já configura assédio sexual.
Imagens das mensagens divulgadas pela polícia mostram que o professor tentou chantagear a aluna após a recusa dela em enviar a foto. Ele teria afirmado que ela poderia ser reprovada e questionado se ela desejava decepcionar a família ao obter mau desempenho escolar.
Após a denúncia, o professor foi afastado do cargo por meio de um processo administrativo. O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ponta Grossa confirmou que o docente não faz mais parte da rede estadual de ensino e está à disposição das autoridades para colaborar com a apuração dos fatos.
O investigado responde ao inquérito em liberdade, pois o caso não foi identificado em flagrante no momento da denúncia. A polícia segue com a análise dos materiais apreendidos para verificar se há mais evidências relacionadas a esta e outras possíveis vítimas.
Ele é investigado pelo crime de assédio sexual, confirmado pela polícia pela simples solicitação da foto íntima.
Foram recolhidos o celular, notebook e pendrives do investigado para perícia.
O Nucria pede que outras adolescentes que tenham passado por situações semelhantes procurem a polícia para que sejam investigadas e tomadas as devidas providências.