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Soldado da PM que matou mulher em surto é liberado após audiência de custódia

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Decisão ocorreu em 16 de outubro; advogados defenderam ação como legítima e SSP diz que inquérito terá acompanhamento da Corregedoria

O soldado André Coelho Maximo da Costa, preso por atirar e matar Camila Pereira da Silva em Pirituba (zona norte de São Paulo), foi liberado após audiência de custódia na tarde de sexta-feira, 16 de outubro de 2026, segundo a Agência Estado Publicado no CGN.

Ele havia sido detido em flagrante e encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação. Após a audiência de custódia, o Polícia foi solto, segundo CGN.

Defesa do Polícia

O advogado Gilberto Quintanilha, que representa o soldado, declarou que “a justiça foi restabelecida” e afirmou que “a ação dele foi absolutamente legítima e dentro de tudo o que a Polícia Militar determina”, segundo a Agência Estado. Outro defensor, Mauro Ribas, disse que a prisão teve “cunho político e eleitoreiro” e afirmou que o soldado cumpriu os procedimentos operacionais, acionou a Câmera Operacional Portátil (COP) desde o início da ocorrência e só efetuou o disparo “quando não tinha mais possibilidade de recuar”.

Investigação e providências oficiais

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) afirmou que "não tolera desvios de conduta" e informou que um inquérito foi aberto e terá acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar, conforme nota citada pela Agência Estado. O local foi preservado pelas equipes até a chegada do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal, e a arma do Polícia foi apreendida para perícia.

Em entrevista coletiva na terça-feira, 13, o Secretaria da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, disse que a abordagem foi "uma ação legítima" e que não desrespeitou os protocolos da corporação, segundo CGN.

Casos recentes envolvendo Pessoa em surto

A matéria também lembra outros dois casos recentes em que homens em aparente surto foram mortos por policiais em São Paulo. Antonio Nunes Batista, de 40 anos, foi baleado e morto após policiais dispararem 24 vezes em 3 de outubro na Vila Dionísia. Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto após agentes efetuarem 45 disparos — 27 atingiram a vítima — em 10 de outubro, em Moema, segundo a Agência Estado.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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