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O Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu, em votação apertada de 5 a 4, autorizar a continuidade da construção de um salão de baile no Palácio Presidencial, um projeto avaliado em US$ 400 milhões. A decisão suspendeu decisões judiciais inferiores que haviam bloqueado a obra, possibilitando que a administração responsável prossiga com o empreendimento.
Conforme a decisão da Suprema Corte, os tribunais de instâncias inferiores provavelmente extrapolaram sua autoridade ao impedir o andamento da construção, julgando que o grupo de preservação histórica responsável pelo processo não teria legitimidade para contestar a obra judicialmente. Contudo, o tribunal não se pronunciou sobre a legalidade do projeto em si.
O presidente da Suprema Corte, John Roberts, foi o único conservador a divergir da maioria, unindo-se aos três juízes liberais na opinião dissidente. Roberts declarou que a construção provavelmente é ilegal, pois o Congresso não autorizou o projeto, e afirmou que a decisão da maioria representa um retrocesso na separação dos poderes.
A ação judicial foi movida pela National Trust for Historic Preservation, que argumentava que o presidente não teria autoridade unilateral para autorizar o início da construção do salão, que inclui uma parte acima do solo e foi iniciada após a demolição da histórica Ala Leste do Palácio no outono do ano anterior.
O Palácio Presidencial informou que a obra estará substancialmente concluída até novembro e totalmente finalizada até agosto de 2028. O autor da construção ressaltou a necessidade de um espaço maior para eventos, citando questões de segurança reforçadas após um suposto atentado durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em abril.
Em reação à decisão, o responsável pelo projeto afirmou estar satisfeito com a rejeição da ação judicial que classificou como infundada, destacando que o salão será uma das maiores construções já erguidas em Washington, D.C. Por outro lado, a entidade de preservação enfatizou os danos irreversíveis causados ao patrimônio histórico local, com membros destacando prejuízos tanto profissionais quanto pessoais relacionados ao impacto estético e cultural da obra.
O salão faz parte de um conjunto maior de reformas e construções no Distrito Federal, que inclui um heliponto no gramado sul e projetos ambiciosos como a restauração da Piscina do Memorial Lincoln e a criação de um monumento chamado “Arco de Trump”, que seria maior que o Arco do Triunfo de Paris.