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Suspeito de enterrar idosa no quintal em Campo Mourão mantinha relacionamento de dois anos, diz polícia

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Polícia diz que Anderson do Nascimento Silva, preso temporariamente, mantinha relacionamento com a vítima; houve transferência via PIX de aproximadamente R$ 80 mil

O principal suspeito de matar e enterrar a aposentada Isabel Brilhador, de 65 anos, mantinha um relacionamento com a vítima há cerca de dois anos, informou o delegado Luã Mota à polícia. O corpo da idosa foi encontrado enterrado na horta da casa dela em Campo Mourão (centro-oeste do Paraná) após uma denúncia anônima.

Segundo a investigação, a vítima estava desaparecida desde 4 de setembro. O suspeito apontado pela polícia é Anderson do Nascimento Silva, de 31 anos, que está preso temporariamente desde 10 de setembro.

Investigação e evidências

No local onde o corpo foi localizado não havia sinais aparentes de violência, segundo a polícia. Exames serão realizados para apontar a causa da morte.

Familiares notaram o desaparecimento após perceberem mensagens estranhas enviadas do celular de Isabel. A filha relatou que em algumas mensagens a mãe dizia estar doente e que iria viajar. Ao entrarem no imóvel com ajuda de um chaveiro, parentes encontraram roupas sobre a cama referentes a uma viagem que a aposentada planejava fazer para Curitiba.

Os investigadores acreditam que a morte pode ter ocorrido no final de agosto e que o suspeito pode ter enganado a família por meio das mensagens, conforme afirmou o delegado.

Durante a semana do desaparecimento, foi identificada uma transferência via PIX de aproximadamente R$ 80 mil da conta da idosa para a conta de Anderson. De acordo com o delegado, o homem tinha acesso às contas bancárias da vítima e, em interrogatório, não negou ter recebido o valor.

Anderson já foi ouvido duas vezes e, segundo a polícia, apresentou contradições nos depoimentos. Ele deve ser interrogado novamente após a confirmação da morte de Isabel.

Posição da defesa e possíveis acusações

Em nota, a defesa de Anderson nega qualquer participação nos fatos investigados e afirma que o caso ainda está em fase de investigação, sem conclusão definitiva sobre as circunstâncias do desaparecimento. A defesa também ressaltou que a prisão é temporária, medida cautelar da fase investigativa, e que pretende impugnar a decisão por meio de recurso.

Se a autoria do crime for confirmada, o suspeito poderá responder por feminicídio, ocultação de cadáver, fraude processual e furto qualificado, segundo a polícia.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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