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A taipa, técnica construtiva ancestral que utiliza terra como matéria-prima principal, ganha nova relevância em projetos contemporâneos, unindo sustentabilidade, valor cultural e performance térmica. Segundo informações da Dreamis Incorporador, a técnica não é apenas um resgate histórico, mas uma escolha consciente que integra arte, tecnologia e funcionalidade.
Atualmente, a taipa reaparece não como referência folclórica, mas como solução construtiva eficiente que promove isolamento térmico e acústico, além de resistência ao fogo. Essa tradição construtiva tem origens antigas na China, no Oriente Médio e na África, e também marcou a arquitetura colonial brasileira por meio da taipa de mão e o pau a pique.
A taipa possui variantes como a taipa de pilão, utilizada desde a Idade do Bronze, que consiste na compressão de terra em camadas rígidas, e a taipa de mão, que utiliza madeira entrelaçada preenchida com barro. Construções famosas, como a Muralha da China, foram edificadas em taipa de pilão, demonstrando a durabilidade dessa técnica.
Além de sua resistência e durabilidade, as paredes de taipa oferecem alta inércia térmica, promovendo ambientes internos com temperaturas mais estáveis. A técnica também se destaca pelo envelhecimento natural das superfícies que ganham pátina e profundidade de cor, transformando a arquitetura em uma narrativa visual em constante amadurecimento.
No Juvevê, em Curitiba, o empreendimento Tauá, lançado em dezembro de 2025 pela Dreamis Incorporador, exemplifica a integração contemporânea da taipa na arquitetura. O projeto substituiu o tradicional muro cego por um biombo de 60 metros de extensão e 6 metros de altura, revestido com terra compactada. Para Daniel Pizzatto, diretor executivo da Dreamis, a escolha transcende o aspecto estético, incorporando história, funcionalidade e integração com o bairro.
O biombo do Tauá funciona como um elemento que respira e evolui, evidenciando que a taipa, na arquitetura contemporânea, atua como uma obra de arte que também atende critérios técnicos e culturais.
É uma técnica construtiva que utiliza terra como principal matéria-prima, podendo ser compactada ou moldada, empregada para criar paredes e estruturas duráveis e com características térmicas e acústicas vantajosas.
Tem origem em civilizações milenares da China, Ásia e África, com registros em construções históricas como a Muralha da China e na arquitetura colonial brasileira.
É usada tanto como estrutura quanto como elemento artístico, combinada com materiais modernos e tecnologias que melhoram sua resistência e durabilidade, como no biombo do Tauá, que integra terra compactada à arquitetura urbana.