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taxa Selic atualmente se encontra no patamar de 14,25% ao ano, mas quase 80% do mercado já aposta que os juros básicos cairão para 14% ao ano na próxima decisão dos membros do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada no dia 5 de agosto de 2026.
Afinal de contas, os contratos de Opção de Copom, negociados no ambiente da
B3 (B3SA3), apontam que 78% das movimentações em dinheiro dos agentes de mercado são apostas para o cenário de queda de 25 pontos-base da taxa Selic. Por outro lado, apenas 20,5% dos contratos de Opção de Copom precificam que o Banco Central manterá os juros básicos em 14% ao ano.
Chama ainda mais atenção que o cenário era praticamente o oposto há 30 dias. No último dia 9 de junho, cerca de 79% das apostas eram de manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano na decisão do Copom para agosto de 2026.
Enquanto isso, apenas 12,5% das apostas negociavam um corte de 25 pontos-base. Vale recordar que as Opções de Copom são derivativos que permitem ganhar dinheiro a partir da especulação sobre os rumos da taxa Selic.
A cada 45 dias, os membros votantes do Copom decidem se manterão, subirão ou cortarão a chamada Selic Meta, a ferramenta de política monetária do Banco Central que serve para conter as expectativas de inflação.
Mesmo que a maioria dos investidores em bolsa de valores só preste atenção nas oscilações da taxa Selic, são os juros futuros de longo prazo que, na verdade, trazem maior impacto sobre o desempenho das
ações,
fundos imobiliários e até
Tesouro Direto.
Por ora, as taxas médias dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) com vencimentos no longo prazo estão em tendência de alta, contrariando o ciclo de baixa da taxa Selic, o que atrapalha ganhos na renda variável ou
lucros com marcação a mercado. Só os DIs com vencimento em janeiro de 2035 viram suas taxas médias saltarem de 13,36% em meados de abril para os atuais 14,43%.