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Boletim do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Saeb) aponta volume recorde de produção da safra de verão de grãos 2025/2026 no Paraná. Segundo o levantamento, foram 26,3 milhões de toneladas, volume 6% superior à safra anterior, que somou 24,7 milhões de toneladas.
A boa safra de soja e a retomada da safra de milho explicam o recorde, informa especialista do Deral. Segundo o levantamento, a safra de soja somou 21,8 milhões de toneladas produzidas, enquanto o milho chegou a 4,1 milhões de toneladas, ante as 3,1 milhões de toneladas da safra anterior.
“O que motivou essa retomada de uma safra recorde no verão foi que voltamos a plantar um pouco mais de milho nessa safra”, explica Hugo Godinho, engenheiro agrônomo e analista do Deral. “A área de primeira safra deste ano foi 30% acima da plantação de milho de verão, plantado entre setembro e outubro”, informa.
O bom desempenho da safra de verão é fundamental para um resultado expressivo no ano. “Para que se concretize uma safra recorde não só no verão, a gente precisa confirmar uma safra boa de segunda safra”, afirma. A segunda safra 2025/2026 está bem encaminhada, diz o analista Godinho.
O principal destaque é o milho, cuja produção deve ficar na casa de 17,6 milhões de toneladas em uma área cultivada de 2,91 milhões de hectares. Segundo o Deral, a colheita da cultura já foi iniciada e atinge cerca de 3% da área total.
Os desafios para essa segunda safra, naturais do período de inverno, são os períodos mais críticos de geada, chuva e seca, sobretudo ao longo do mês de julho. Ainda assim, técnicos do órgão entendem que eventuais danos não devem alterar de forma produnda os números finais de produção neste momento.
Para Godinho, a safra de verão totalmente fechada e 6% superior à safra de verão anterior é um passo importante para um novo recorde, semelhante ao registrado ano passado. No consolidado de 2025, o total foi de 47,3 milhões de toneladas.
Lucian Richard Ribeiro de Souza, do Departamento Técnico e Econômico Legal do Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), comemora o recorde. “O resultado é muito positivo”, afirma. “Não foi necessariamente uma surpresa, havia uma expectativa favorável em relação ao clima, e a gente sabe que os produtores, a cada ano, vêm se especializando, então era algo esperado”.
Somada à expansão da área plantada, Souza acrescenta como motivos que levaram ao bom resultado o trabalho realizado pelos produtores, na busca pela inserção de inovação tecnológica na área das lavouras, e o clima favorável, que ajudou o produtor.
“O sistema Faep tem grande participação nisso, através do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), dos sindicatos e da Federação, principalmente no viés de capacitação e na difusão de boas práticas agronômicas”, afirma.
Souza aponta o trabalho dos produtores na busca por técnicas de manejo mais precisas e melhor acompanhamento técnico como fatores importantes para a obtenção de números superiores às safras passadas. Na lista de desafios do setor para que os resultados sejam animadores como o registrado na safra de verão 2025/2026 estão o controle de doenças e pragas e a adoção das melhores práticas de produção.
Em 2025, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Paraná respondeu por 13,5% da participação nacional da produção de grãos. O estado ficou atrás apenas do Mato Grosso (32%). Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,3%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%) completam a lista.
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