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Durante as férias de inverno, a rotina muda, as crianças passam mais tempo em casa, em viagens ou em ambientes fechados, e a atenção dos pais precisa acompanhar esse movimento.
A combinação entre queda de temperatura, ar mais seco e maior circulação de vírus costuma favorecer quadros respiratórios, especialmente entre os pequenos.
A imunidade infantil ainda está em desenvolvimento, principalmente nos primeiros anos de vida.
Por isso, algumas infecções podem surgir com mais frequência e evoluir de forma rápida. Entre as doenças mais comuns nesse período estão gripes, resfriados, pneumonias e bronquiolite, condições que exigem observação dos sintomas e orientação médica quando necessário.
A Prefeitura de São Paulo também destaca o aumento de doenças respiratórias no inverno, como gripe, resfriados, bronquiolite e pneumonia.
As doenças respiratórias aparecem com mais frequência no frio porque os vírus encontram condições favoráveis para circular. Em crianças, sintomas que parecem leves no começo podem causar desconforto importante, atrapalhar o sono, reduzir o apetite e dificultar a respiração.
Além disso, bebês e crianças pequenas nem sempre conseguem explicar o que sentem. Por isso, sinais como febre persistente, chiado no peito, cansaço, prostração, respiração acelerada e dificuldade para mamar ou se alimentar precisam ser observados com cuidado.
Gripes e resfriados estão entre os quadros mais frequentes no inverno. Embora sejam confundidos com facilidade, eles não costumam ter a mesma intensidade.
O resfriado tende a causar coriza, nariz entupido, espirros, tosse leve e irritação na garganta.
A gripe, por outro lado, pode provocar febre alta, dores no corpo, calafrios, indisposição e tosse mais intensa. Em crianças, o quadro pode deixar o organismo mais vulnerável, principalmente quando há histórico de asma, bronquite, rinite ou outras condições respiratórias.
Segundo a Unimed Tubarão, gripe, resfriado comum, bronquiolite e pneumonia têm maior incidência durante o inverno no Brasil, especialmente em crianças.
A pneumonia é uma infecção que atinge os pulmões e pode ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes. Em crianças, merece atenção porque pode evoluir com rapidez e exigir tratamento específico.
Os principais sinais incluem febre, tosse com catarro, falta de apetite, cansaço, respiração curta ou acelerada e esforço para respirar, muitas vezes percebido pelo movimento das costelas. O Blog Sabin aponta esses sintomas como sinais importantes de alerta para pneumonia infantil.
Quando há suspeita, a avaliação pediátrica ajuda a diferenciar a pneumonia de outros quadros respiratórios. Em alguns casos, o médico pode solicitar exames de imagem ou laboratoriais para confirmar o diagnóstico e indicar a melhor conduta.
A bronquiolite costuma preocupar principalmente famílias com bebês e crianças menores de dois anos. A doença atinge os bronquíolos, pequenas estruturas responsáveis pela passagem de ar nos pulmões, e pode causar tosse, chiado, febre, irritabilidade e dificuldade para respirar.
O vírus sincicial respiratório é um dos principais agentes relacionados ao quadro. A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo alerta que bebês e crianças estão mais vulneráveis à infecção pelo vírus, que pode evoluir de um quadro leve para bronquiolite e pneumonia.
Nos bebês, sinais como dificuldade para mamar, respiração muito rápida, lábios arroxeados, sonolência excessiva ou pausas respiratórias exigem atendimento imediato.
O inverno não causa sozinho as doenças respiratórias, mas cria um cenário que facilita a circulação de vírus e a irritação das vias aéreas. Crianças, por terem vias respiratórias menores e sistema imunológico em amadurecimento, acabam ficando mais suscetíveis.
A baixa temperatura também muda comportamentos. Famílias tendem a permanecer mais tempo em locais fechados, com janelas pouco abertas e maior proximidade entre pessoas. Esse conjunto aumenta a chance de transmissão por gotículas respiratórias.
O ar seco resseca as mucosas do nariz e da garganta, que funcionam como barreiras naturais contra vírus, poeira e outros agentes irritantes. Quando essas regiões ficam desidratadas, a proteção local pode diminuir.
Em crianças com rinite, asma ou bronquite, o ar seco ainda pode intensificar crises de tosse, espirros e chiado no peito.
Mudanças bruscas de temperatura também favorecem irritações respiratórias. A criança pode sair de um ambiente aquecido para o frio externo ou passar por mudanças rápidas entre manhãs geladas e tardes mais amenas.
Essa variação pode desencadear sintomas em crianças sensíveis, especialmente quando há predisposição alérgica ou histórico de doenças respiratórias.
O muco ajuda a proteger as vias aéreas, retendo partículas e microrganismos. No frio e em ambientes secos, essa produção pode sofrer alterações, deixando nariz, garganta e brônquios mais irritados.
Com menor proteção local, os vírus encontram mais facilidade para se instalar e provocar sintomas respiratórios.
Ambientes fechados, com pouca circulação de ar, favorecem a transmissão de vírus respiratórios. Isso acontece em viagens, festas, shoppings, cinemas, salas de espera e reuniões familiares.
Durante as férias, esses espaços se tornam mais frequentados. Por isso, manter a ventilação sempre que possível ajuda a reduzir riscos.
A prevenção não depende de uma única medida. O mais eficaz costuma ser a combinação entre vacinação, higiene, boa alimentação, hidratação, ventilação dos ambientes e acompanhamento médico quando surgem sinais de alerta.
Esses cuidados não eliminam completamente o risco de adoecimento, mas podem reduzir a frequência e a gravidade dos quadros.
A vacinação está entre as principais medidas de proteção, especialmente contra doenças que podem causar complicações respiratórias. A vacina contra influenza, por exemplo, ajuda a reduzir o risco de casos graves de gripe.
Pais e responsáveis devem verificar a caderneta vacinal da criança e seguir as orientações dos serviços de saúde. A proteção coletiva também importa, já que adultos vacinados ajudam a diminuir a circulação de vírus dentro de casa.
Evitar aglomerações em períodos de maior circulação viral pode ser uma medida prudente, principalmente para bebês, crianças pequenas e pacientes com doenças crônicas.
Quando não for possível evitar locais fechados, manter janelas abertas, buscar ambientes ventilados e reforçar a higiene das mãos ajuda a reduzir a transmissão.
Uma alimentação variada, com frutas, legumes, verduras, proteínas e alimentos ricos em nutrientes, contribui para o funcionamento do organismo. A hidratação também precisa ser mantida, mesmo quando a criança sente menos sede no frio.
Água, refeições equilibradas e rotina de sono adequada ajudam o corpo a responder melhor às infecções. O cuidado com roupas também merece equilíbrio, já que o excesso de agasalhos pode causar suor e desconforto, como orienta a MNPED ao tratar dos cuidados com crianças no frio.
O acompanhamento pediátrico é essencial quando os sintomas persistem, pioram ou aparecem de forma intensa. Febre prolongada, dificuldade para respirar, sonolência incomum, recusa alimentar, chiado no peito e lábios arroxeados são sinais que exigem avaliação.
Para doenças que podem evoluir de forma rápida e repentina, a tecnologia da telerradiologia é uma aliada para diagnósticos e tratamentos mais rápidos. Essa tecnologia fortalece o suporte diagnóstico e pode ser uma aliada importante no cuidado infantil durante o inverno, quando aumentam os casos de doenças respiratórias.
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