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Uma mulher de 41 anos foi denunciada pelo Ministério Público após articular o assassinato de uma servidora de uma Casa Lar, localizada na cidade de Abatiá, no norte do Paraná. O plano macabro, motivado pela perda da guarda de seus três filhos, tomou contornos ainda mais graves quando a própria mulher ameaçou o filho adolescente de morte para que ele não denunciasse o caso.
A situação, que chocou a comunidade local, envolve também o marido da suspeita, que foi denunciado por participação no planejamento do crime. O casal está sendo investigado por uma série de delitos graves, incluindo tentativa de homicídio qualificado, perseguição e coação, conforme informação divulgada pelo portal g1.
A seguir, entenda os detalhes de como o plano foi descoberto pelas autoridades e as medidas legais que estão sendo tomadas para garantir a segurança dos profissionais que atuam no acolhimento de crianças e adolescentes no estado.
As investigações apontam que, entre maio e junho deste ano, o casal monitorou a rotina de quatro servidores públicos. A mulher, que culpava a vítima pela perda da guarda de seus filhos, chegou a trocar mensagens com um intermediário, declarando que gostaria de apagar uma infeliz do mapa.
O plano foi descoberto pelo filho de 16 anos da suspeita, que, mesmo vivendo em um abrigo, mantinha visitas aos pais. Ao acessar o celular da mãe, o adolescente encontrou conversas sobre o pagamento de R$ 3 mil pelo crime e a descrição do local onde a servidora estacionava seu veículo.
Para silenciar o filho, a mulher utilizou uma faca, ameaçando o adolescente de morte caso ele revelasse o plano às autoridades. O Ministério Público do Paraná agiu rapidamente para proteger os envolvidos e a integridade dos servidores, solicitando a prisão preventiva da suspeita, que foi acatada pela Justiça em 10 de julho.
Além da denúncia criminal, o órgão solicitou o pagamento de uma indenização de R$ 100 mil para reparar danos morais causados às vítimas. O histórico familiar, segundo o MP, aponta negligência grave desde 2022, o que justificou a retirada da guarda das crianças pelo poder público.
Embora as mensagens tenham sido apagadas do celular da suspeita antes da denúncia, a Polícia Civil conseguiu recuperar as provas através do intermediário. Segundo o delegado responsável, o homem colaborou com a investigação, afirmando que desejava testar até onde a mulher iria antes de levar as informações para a polícia.
O caso serve como um alerta sobre a importância da proteção aos servidores que atuam em áreas sensíveis. O Ministério Público reforçou que a Casa Lar de Abatiá cumpre rigorosamente os protocolos e que nenhuma irregularidade foi encontrada no atendimento prestado às crianças e aos adolescentes acolhidos.
Por que a mulher planejou o crime? Ela culpava a servidora pública pela perda da guarda de seus três filhos após um histórico de negligência familiar.
Como a polícia descobriu o plano? O filho da suspeita descobriu as mensagens e um intermediário, que colaborou com a polícia, forneceu os prints das conversas.
Qual foi a punição para o intermediário? O intermediário não foi preso, pois colaborou com as investigações e forneceu as provas necessárias para o indiciamento do casal.
A servidora sofreu algum ferimento? Não, a funcionária pública não foi ferida e as autoridades garantem que ela está bem.
Quais crimes o casal responderá? Eles foram denunciados por tentativa de homicídio qualificado, perseguição aos servidores e coação contra o próprio filho.