Newsletter Subscribe
Enter your email address below and subscribe to our newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter





Sete pessoas foram presas em Foz do Iguaçu e no Paraguai durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que desmantelou um esquema de fabricação e venda clandestina de anabolizantes e falsos emagrecedores. Entre os detidos no Paraguai, estão Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya, e Jeferson Oliveira dos Santos, apontados como integrantes da cúpula da organização criminosa.
Segundo a investigação, o grupo usava Foz do Iguaçu como rota para contrabandear insumos do país vizinho, que eram levados para outros pontos do Brasil. Lá, os produtos eram fabricados de forma precária, contendo substâncias hormonais, diuréticas e estimulantes, e distribuídos para diferentes estados.
A operação cumpriu 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além de bloquear R$ 32 milhões dos investigados. Na ação, 25 veículos de luxo foram apreendidos. Até o momento, aproximadamente 30 pessoas foram presas em diversos estados. Também foram fechados 13 estabelecimentos e derrubados 22 perfis em redes sociais usados para promover os produtos.
A organização criminosa atuava com núcleos no Distrito Federal, Goiás, Paraíba e Paraná e possuía uma estrutura dedicada à lavagem de dinheiro, com doleiros na fronteira e no Paraguai para ocultar a origem dos recursos obtidos com as vendas ilegais. Em Foz do Iguaçu, uma fornecedora e o marido coordenavam o abastecimento dos insumos e produtos.
Segundo a Polícia Civil, os medicamentos e anabolizantes eram produzidos clandestinamente e tinham rotulagem em línguas estrangeiras, além de bandeiras de outros países, para simular legitimidade. Médicos veterinários ligados ao grupo são suspeitos de emitir receitas falsas para facilitar a compra dos medicamentos controlados em estabelecimentos agropecuários.
Além disso, nutricionistas e treinadores estão sendo investigados por recomendar as substâncias fabricadas pelo esquema.
A PCDF alerta que os esteroides anabolizantes produzidos no esquema são drogas controladas que só podem ser vendidas em farmácias mediante receita médica, conforme legislação brasileira. O uso de produtos adulterados traz riscos à saúde dos consumidores, devido à composição caseira e precária.
Sete pessoas foram presas, sendo cinco em Foz do Iguaçu, Paraná, por mandados judiciais, e duas no Paraguai em cumprimento de prisões relacionadas ao esquema.
A cidade era usada como rota para o contrabando de insumos do Paraguai, além de servir como base para a lavagem de dinheiro obtido com a venda dos produtos ilícitos.
Anabolizantes, medicamentos e falsos emagrecedores, muitos contendo substâncias hormonais, diuréticas e estimulantes, produzidos de forma clandestina e com rótulos falsificados para dar aparência de legitimidade.