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Representação dos chefes esquema falsificação anabolizantes sendo entregues no Paraná

Chefes de esquema de falsificação de anabolizantes são expulsos do Paraguai e entregues no Paraná

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Brasileiros suspeitos de comandar esquema de falsificação de anabolizantes são entregues às autoridades brasileiras em Foz do Iguaçu

Dois brasileiros apontados como chefes de um grupo responsável pela falsificação e distribuição ilegal de anabolizantes e suplementos emagrecedores foram expulsos do Paraguai e entregues às autoridades brasileiras na noite de quarta-feira (12), conforme informações divulgadas pelo g1 PR e RPC Foz do Iguaçu.

Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como “Jiraiya”, e Jeferson Oliveira dos Santos, foram conduzidos até a Ponte Internacional da Amizade, na fronteira entre Ciudad del Este, Paraguai, e Foz do Iguaçu, Paraná. A prisão deles ocorreu durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que desarticulou o esquema.

Operação e esquema criminoso

A investigação revelou que os suspeitos utilizavam uma casa em Ciudad del Este como base para a fabricação clandestina dos anabolizantes e medicamentos falsificados, que depois eram levados ilegalmente para o Brasil. Estima-se que o grupo atua há pelo menos 12 anos, movimentando mensalmente mais de R$ 500 mil com a venda dos produtos ilícitos.

A ação policial culminou na prisão de cerca de 40 pessoas entre Brasil e Paraguai. No Paraná, cinco foram detidas por ordens judiciais e outras duas presas em flagrante por porte ilegal de armas e munições.

Foz do Iguaçu como rota estratégica

Segundo a PCDF, Foz do Iguaçu era utilizada para a entrada clandestina de insumos vindos do Paraguai e para a lavagem do dinheiro proveniente da venda dos produtos adulterados. A cidade abrigava um núcleo especializado em movimentar valores com o auxílio de doleiros nas duas margens da fronteira, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos e reinvesti-los no esquema criminoso.

Fabricantes e logística de distribuição

Os insumos trazidos do Paraguai eram levados a outros pontos no Brasil, onde ocorriam a produção clandestina dos anabolizantes, que misturavam hormônios, diuréticos e estimulantes em condições precárias. A organização tinha atuação em Estados como Distrito Federal, Goiás, Paraíba e Paraná, com núcleos na fabricação, armazenamento e venda dos produtos adulterados.

Em Foz do Iguaçu, uma fornecedora e seu marido coordenavam o abastecimento dos estados. Médicos veterinários supostamente ligados ao grupo emitiram receitas falsas para aquisição de substâncias controladas, enquanto nutricionistas e treinadores também estão sendo investigados por recomendarem os produtos ilegais.

Resultados da operação policial

Foram cumpridos 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além do bloqueio de patrimônio dos investigados no valor aproximado de R$ 32 milhões. Aerenção da operação incluiu a apreensão de 25 veículos de luxo, o fechamento de 13 estabelecimentos e a exclusão de 22 perfis usados para a divulgação e comercialização dos anabolizantes falsificados.

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