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O senador Sergio Moro (PL) lidera a corrida para o Governo do Paraná com cerca de 49% dos votos válidos, segundo última pesquisa Quaest, realizada em agosto de 2026. Apesar da alta aprovação do governador Ratinho Junior (PSD), que conta com 68% de avaliação positiva e 65% dos eleitores acreditando que ele merece eleger sucessor, o candidato apoiado por ele, Sandro Alex (PSD), aparece apenas em terceiro lugar, com 15% das intenções de voto.
Com 18% dos eleitores ainda indecisos, o cenário eleitoral no Paraná se apresenta aberto, marcado pela polarização nacional e pela dificuldade do atual grupo governista em consolidar sua preferência na disputa.
Ratinho Junior encerra seu segundo mandato com alta aprovação, mas teve atraso para definir seu sucessor para as eleições de 2026. Enquanto Sergio Moro já era pré-candidato desde o final de 2024, o PSD só concluiu o lançamento de Sandro Alex como candidato em abril de 2026, após negociações internas que resultaram em divisões e saídas de aliados importantes, como Rafael Greca e Alexandre Curi.
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, este atraso pode ter prejudicado a visibilidade e o reconhecimento de Sandro Alex perante o eleitorado. Apenas 21% dos eleitores sabem que ele é o candidato apoiado por Ratinho Junior, e 62% ainda não o conhecem. A estratégia do candidato de se vincular ao atual governador pode não ter gerado a identidade pessoal necessária para atrair votos.
O ex-juiz da Operação Lava Jato, Sergio Moro, aposta em um discurso alinhado à polarização nacional entre esquerda e direita, enfatizando sua luta contra o PT e promovendo o Paraná como uma “fortaleza contra o PT”. O senador possui apoio da família Bolsonaro e se beneficia da alta rejeição a Lula no estado. Segundo a pesquisa, Flávio Bolsonaro tem 42% das intenções de voto no Paraná, enquanto Lula registra 24%.
Essa estratégia garantiu a Moro uma base sólida à direita, mesmo que a extensão do sentimento antipetista ligado à Lava Jato ou a desgastes nacionais do PT não seja completamente mensurável. A polarização também dificulta a ampliação do eleitorado do segundo colocado, Requião Filho (PDT), apoiado por Lula e que reúne a centro-esquerda. Contudo, Requião enfrenta alta rejeição (44%) e é menos competitivo fora do eleitorado da esquerda.
Apesar da liderança de Moro indicar possibilidade de vitória já no primeiro turno, especialistas ressaltam que a eleição no Paraná permanece muito aberta. A soma de indecisos e eleitores que podem mudar de voto supera 60%. Sandro Alex, em terceiro lugar, precisa rapidamente demonstrar viabilidade para evitar a perda de votos para Requião Filho, que poderia capitalizar o voto útil contra Moro.
Além disso, segmentos do eleitorado, como mulheres, jovens entre 16 e 34 anos e pessoas com menor renda, mostram maior indecisão e são alvos das campanhas. A campanha oficial iniciada em 16 de agosto dará aos candidatos tempo para ampliar o reconhecimento e consolidar apoios até o dia 4 de outubro.
Segundo a pesquisa Quaest de agosto de 2026, o senador Sergio Moro (PL) lidera com cerca de 49% dos votos válidos.
Apesar da alta aprovação do governador, Sandro Alex tem pouco reconhecimento entre os eleitores e não conseguiu se desvincular totalmente da imagem de Ratinho Junior, o que limita a transferência de votos.
A polarização entre direita e esquerda nacional, especialmente envolvendo Lula e Bolsonaro, tem influência significativa na campanha, beneficiando Moro à direita e dificultando a expansão do eleitorado de Requião Filho no centro-esquerda.
Os indecisos representam cerca de 18% do eleitorado, e muitos que já escolheram candidato podem mudar de opinião, tornando a eleição ainda aberta e sujeita a mudanças até o pleito em 4 de outubro.