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O ator e diretor Gracindo Jr., que faleceu em 1º de setembro de 2026 aos 83 anos, deixou um legado expressivo na televisão brasileira, com mais de seis décadas dedicadas à atuação no teatro, rádio, cinema e, principalmente, na TV.
Segundo informações divulgadas pela CGN, Gracindo Jr., filho do ator Paulo Gracindo, participou da gênese da TV Globo, estando contratado antes mesmo da inauguração do canal em 1965, integrando seu primeiro elenco.
Nos primeiros anos da Globo, o ator participou de novelas como Rosinha do Sobrado (1965), Padre Tião (1966), A Rainha Louca (1967), A Próxima Atração (1970) e Supermanoela (1974).
Um de seus papéis mais emblemáticos foi em O Casarão (1976), novela de Lauro César Muniz que retratava a trajetória de uma família ao longo de diferentes períodos. Na trama, Gracindo Jr. interpretou o pintor João Maciel na fase jovem, personagem que depois foi vivido por seu pai, Paulo Gracindo, representando a fase mais avançada da história.
Além da Globo, Gracindo Jr. atuou na TV Manchete, onde participou da primeira versão de Dona Beija, interpretando o personagem Antônio Sampaio, e na produção Tudo ou Nada.
Na Record TV, integrou inúmeros projetos, como as novelas Cidadão Brasileiro (2006), Luz do Sol (2007), Poder Paralelo (2009), Ribeirão do Tempo (2010) e Pecado Mortal (2013). Na minissérie Rei Davi (2012), também da Record, interpretou o rei Saul.
Entre seus últimos trabalhos na televisão destacam-se as participações nas novelas Deus nos Acuda (1992) e Celebridade (2003). Na era do streaming, atuou na comédia Homens, lançada em 2019 no Prime Video.
Gracindo Jr. também deixou sua marca no cinema, com filmes como Os Homens que Eu Tive (1973), Os Trapalhões na Serra Pelada (1982), O Trapalhão na Arca de Noé (1983), Floresta das Esmeraldas (1985), Desterro (1991), A Hora Marcada (2000), Bufo e Spallanzani (2001), A Selva (2004), Primo Basílio (2006), Segurança Nacional (2010) e A Queda (2022).