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O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei (PL) 1.743/2024, que estabelece importantes alterações na estrutura administrativa do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A medida, que tramitou em regime de urgência, visa modernizar a organização interna da entidade.
A proposta, de autoria do Deputados Doutor Luizinho (PP-RJ), segue agora para a sanção presidencial. Com a aprovação em regime de urgência, a etapa de análise pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi suprimida, agilizando o processo legislativo no Senado.
Conforme informação divulgada pela Agência Senado, as mudanças focam em flexibilizar a gestão e atualizar cargos dentro da estrutura da OAB, fortalecendo a representatividade da advocacia brasileira em suas demandas institucionais.
O projeto promove alterações diretas no Estatuto da Advocacia, instituído pela Lei 8.906 de 1994. Uma das principais mudanças é a criação dos cargos de diretor administrativo e diretor executivo, que substituirão a atual função de secretário-geral adjunto na diretoria do Conselho Federal.
Além disso, o texto atualiza as atribuições do corregedor-geral e permite que os Conselho seccionais criem diretorias temporárias voltadas a temas específicos. Essa flexibilidade tem como objetivo principal permitir que a OAB se adapte com mais agilidade às novas demandas e desafios da profissão.
O Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), relator da matéria, apresentou parecer favorável com uma emenda de redação. O ajuste determina que a criação das novas diretorias temporárias deverá respeitar rigorosamente o Regulamento Geral da Ordem dos Advogados do Brasil.
Durante a sessão, Pacheco destacou o papel indispensável da advocacia para o exercício da democracia e da cidadania. O Senado, que é advogado criminalista, ressaltou que, embora as alterações sejam pontuais, elas são fundamentais para o aprimoramento da organização da entidade em prol dos advogados brasileiros.
A votação do projeto ocorreu em um dia de movimentação política intensa no Congresso Nacional. No mesmo período, a Câmara dos Deputados aprovou a indicação de Rodrigo Pacheco para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), após o Senado também ter chancelado a nomeação no dia anterior.
1. O que muda na estrutura da OAB?
O PL 1.743/2024 cria os cargos de diretor administrativo e diretor executivo, substituindo o secretário-geral adjunto, além de permitir diretorias temporárias seccionais.
2. O projeto já está em vigor?
Não, o texto foi aprovado pelo Senado e agora segue para a sanção presidencial antes de se tornar lei.
3. Por que foram criadas as diretorias temporárias?Elas visam dar maior flexibilidade para que os Conselho seccionais da OAB respondam rapidamente a demandas específicas e novos cenários jurídicos.
4. As mudanças alteram o Estatuto da Advocacia?
Sim, o projeto modifica pontos específicos da Lei 8.906 de 1994, que rege o exercício da advocacia e a organização da Ordem.
5. Quem foi o relator da proposta no Senado?O relator do projeto foi o Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que apresentou parecer favorável com emenda de redação.