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O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) avaliou publicamente nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, seus principais adversários em uma dinâmica do SaladaCast, segundo informações da Agência Estado publicadas pela CGN.
Na conversa, Cury afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) tenta ‘resgatar’ o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, questionou a decisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de disputar novamente a Presidência e disse ter convidado o governador Ronaldo Caiado (PSD) para integrar um eventual governo.
Ao comentar Flávio Bolsonaro, Cury afirmou que o candidato ‘está lutando também para resgatar, não apenas o País, mas está querendo resgatar o seu pai’, conforme registrou a Agência Estado. O candidato acrescentou que eventuais questionamentos sobre Flávio devem ser analisados pela Justiça: ‘Não vou ser eu que vou condená-lo, é a Justiça. Ninguém está isento de investigação.’
Cury foi mais incisivo ao tratar da candidatura de Lula. ‘Eu fico muito triste. Para que Lula da Silva, a quarta candidatura, para quê? Por que não renovar? Eu não entendo essa necessidade ansiosa de perpetuar-se no poder’, declarou, segundo CGN da Agência Estado divulgada pela CGN. Apesar da crítica, ele elogiou o Bolsa Família como ‘um projeto importante’ e sugeriu mudanças para que beneficiários possam ingressar no mercado formal sem perder imediatamente o auxílio, além de mantê-lo temporariamente para quem abrir microempresa.
Cury disse gostar de Ronaldo Caiado, a quem chamou de amigo e colega médico, e relatou ter convidado o governador para compor seu governo: ‘Caiado, se eu chegar na Presidência, nós vamos dividir o Ministério da Justiça e o Ministério da Segurança e você vai assumir o Ministério da Segurança e vai ser o xerife do Brasil’, afirmou, observando que Caiado reagiu com risadas, conforme a Agência Estado.
Sobre Renan Santos (Missão), Cury acusou o adversário de fazer afirmações ‘inverídicas’ ao associá-lo a empresas como o Banco Fictor e o Banco Master, afirmou ser credor da Fictor e não responsável pela empresa e disse torcer pelo rival: ‘Ele é um garoto bom’, recomendando-lhe menos confrontos e mais projetos. Ao avaliar Romeu Zema (Novo), Cury disse ter tentado uma aproximação e elogiou-o como pessoa ‘humilde’ e ‘boa’, mas afirmou que a candidatura própria do partido de Zema impediu progressos na composição.