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Homem de 57 anos sobrevive 26 dias à deriva no Oceano Pacífico após pane no motor de seu barco

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O drama de Esau Sidemo, que saiu para pescar por apenas uma hora e acabou enfrentando 26 dias de isolamento total em alto mar no Oceano Pacífico

O que deveria ser uma atividade rotineira de curta duração transformou-se em uma luta pela sobrevivência. Esau Sidemo, um servidor público de 57 anos, viveu um pesadelo ao ficar 26 dias à deriva após o motor de seu barco de fibra parar de funcionar repentinamente.

A situação ocorreu na costa da Indonésia, quando o pescador pretendia realizar uma saída rápida para garantir peixe fresco para a família.

Sem equipamentos de emergência ou mantimentos, Esau teve de recorrer a medidas extremas para se manter vivo enquanto aguardava por um resgate que parecia improvável.

O início da pane e a deriva no oceano

O planejamento de Esau era simples, pois ele pretendia navegar apenas cerca de 2,5 milhas náuticas a partir de Desa Bido, em Ternate. Ele utilizava um barco de 2 GT com motor de 15 HP, uma distância que considerava segura para trajetos habituais.

No entanto, antes mesmo de iniciar a pesca, o motor apagou. Enquanto tentava desesperadamente realizar reparos mecânicos, ele não percebeu que o vento forte e as correntes marítimas empurravam sua embarcação para longe da costa, em direção ao oceano aberto.

A luta diária pela sobrevivência

Sem levar comida ou sinalizadores, o sobrevivente enfrentou a escassez absoluta. A alimentação dependeu do acaso: um peixe saltou para dentro do barco durante a noite, e ele também conseguiu capturar aves marinhas e coletar dois cocos flutuantes durante o período de 26 dias.

Para a hidratação, a chuva foi sua principal aliada, sendo armazenada dentro do barco. Em momentos críticos, quando a reserva de água potável acabou, Esau precisou ingerir água do mar e até mesmo a própria urina para evitar a morte por desidratação severa.

O resgate pelo navio petroleiro

A salvação aconteceu no dia 1º de agosto de 2026. A embarcação foi avistada visualmente por um tripulante do LNG Endeavour, um gigantesco navio petroleiro francês que realizava a rota entre a Austrália e a China. O barco de fibra não era detectado pelos radares devido ao seu tamanho reduzido.

Ao notar a aproximação do navio de cerca de 293 metros, o homem reuniu suas últimas forças, saltou no mar e nadou até o petroleiro. A tripulação utilizou equipamentos de flutuação para içá-lo ao convés em segurança.

Recuperação e retorno para casa

A comunicação com a tripulação estrangeira foi viabilizada por meio de ferramentas digitais de tradução. Após receber os primeiros socorros e cuidados médicos a bordo, Esau foi monitorado até chegar ao porto de Xangai, na China.

Após o desembarque, as autoridades Indonésia assumiram o caso, organizando a repatriação do servidor público, que pôde finalmente retornar ao convívio de sua família após a traumática experiência de 26 dias à deriva.

Perguntas Frequentes

Por que o barco de Esau não foi detectado pelos radares?
O barco era uma embarcação de fibra de apenas 2 GT, o que impossibilitou sua identificação pelos radares de longo alcance do navio petroleiro.

Como ele conseguiu se alimentar durante os 26 dias?
Ele sobreviveu com peixes capturados, carne de ave marinha que pousou na embarcação e dois cocos encontrados flutuando no mar.

Qual foi a principal fonte de água durante o período?
A água da chuva foi a fonte principal, mas em momentos de desespero, ele chegou a beber água do mar e a própria urina para sobreviver.

Como foi realizado o resgate?
Um tripulante do navio LNG Endeavour avistou o barco a cerca de 90 metros de distância. Esau nadou até o petroleiro e foi puxado para o convés pela equipe.

O que aconteceu após o resgate?
Esau recebeu atendimento médico especializado no navio, seguiu para Xangai e, posteriormente, foi repatriado pelas autoridades da Indonésia.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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