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O setor industrial enfrenta um momento de desafio prolongado, com os indicadores mostrando que o otimismo permanece distante das decisões corporativas.
Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 1,4 ponto em setembro, saindo de 46,3 para 44,9 pontos. Este resultado mantém o setor abaixo da linha de 50 pontos, patamar que separa o otimismo da desconfiança no mercado.
Segundo a CNI, a queda observada no Icei foi generalizada, atingindo tanto as avaliações sobre as condições atuais quanto as projeções para os próximos meses. Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, destacou que o recuo foi verificado em todos os componentes do índice, demonstrando uma percepção negativa que atravessa diferentes áreas da gestão industrial.
A avaliação sobre a economia brasileira foi um dos pontos que mais pesou no resultado negativo, com uma queda de 3,6 pontos, passando de 36,6 para 33 pontos. O Índice de Condições Atuais também registrou baixa, caindo 2,5 pontos e atingindo 40,2 pontos, enquanto a percepção sobre as próprias empresas recuou 1,9 ponto, chegando a 43,8 pontos.
Pessimismo avança sobre as expectativas futurasAlém das condições presentes, o pessimismo também se consolidou nas projeções de curto prazo para o setor. O Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto, fixando-se em 47,2 pontos. Esse movimento Índice que os Empresário mantêm uma postura defensiva ao planejar os investimentos e a produção para os meses seguintes.
Os dados detalhados mostram que a perspectiva para o futuro da economia brasileira caiu para 39,1 pontos, enquanto a confiança em relação ao desempenho das próprias empresas recuou para 51,3 pontos. As oscilações positivas que ocorreram ao longo de 2026 foram consideradas pontuais pela CNI, não sendo suficientes para reverter o quadro de desconfiança.
Metodologia e abrangência da pesquisaO levantamento de setembro ouviu 1.186 empresas industriais entre os dias 1º e 8 de setembro de 2026. A amostra foi composta por 475 pequenas empresas, 441 médias e 270 grandes Industrial, garantindo uma visão ampla sobre como o setor está reagindo ao atual ambiente macroeconômico brasileiro.
A persistência desse cenário de baixa confiança, que já dura 21 meses, é apontada pela entidade como o período mais prolongado de pessimismo desde o início da série histórica. O setor segue atento às variáveis Econômica, enquanto busca estabilidade para retomar um ciclo de crescimento sustentado.
Qual foi o índice registrado em setembro? O Icei atingiu 44,9 pontos, mantendo-se abaixo da marca de 50 pontos que separa a confiança do pessimismo.
Quanto tempo dura esse período de pessimismo? A indústria completa 21 meses consecutivos sem confiança, o maior período registrado na série histórica desde 2015 e 2016.
O que motivou a queda no Icei? A queda foi generalizada, afetando a avaliação das condições atuais da economia e das empresas, além das expectativas para o futuro.
Quantas empresas foram consultadas para este levantamento? A pesquisa da CNI ouviu 1.186 empresas industriais, abrangendo pequenos, médios e grandes portes.
O que separa a confiança do pessimismo no índice? A linha de 50 pontos é o divisor utilizado pelo Icei para classificar o nível de confiança dos Empresário industriais.